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A riqueza criativa na história da Maçonaria/ por Carlos Lima

Ao longo de vários séculos a história da Maçonaria vem sendo contada pela narração de vários estudiosos, sempre destacando o esoterismo e na maioria das vezes divergindo nos relatos de tempo, espaço e acontecimentos, cada um deles edificando histórias as vezes imaginativas, quando não existe escritos que autentiquem alguns devaneios.

Entretanto se pode afirmar que a partir de 1.800, todos passaram a se dedicar na tarefa utópica de apenas possuir entre seus obreiros, homens de bons costumes e tornar a humanidade feliz.

O que nem Jesus Cristo, mesmo pregando “amai-vos uns aos outros como eu vos amei”, conseguiu. Foi torturado, crucificado e morto.

Vamos conhecer uma dessas narrativas que inclui os hebreus na construção da Maçonaria.

Uma das pesquisas afirma que “a civilização hebraica do judaísmo não serviu de modelo apenas para a Maçonaria, mas para todas as instituições religiosas, mágicas e iniciáticas que foram surgindo desde o início da era cristã, até o início da Idade Média.”

Sabemos, documentalmente, que a seriedade da Maçonaria nos períodos que antecederam às tavernas, quando realmente ela era emoldurada em princípios bíblicos e hebreus e que nos faz concordar com o professor , irmão Walter Coelho da Costa que afirmou: “já ficamos sabendo que a Maçonaria Especulativa teve início no dia 24 de junho de 1717, quando a as Lojas do Ganso e da Grelha, da Taverna da Macieira, da Coroa e da Taverna do Copázio e das Uvas, reunidas na Loja do Ganso e da Grelha, formaram a “Grande Loja de Londres”, posteriormente denominada de “Grande Loja Unida da Inglaterra”.

O professor também registrou que: “é importante que se diga que em 1717 existiam na Inglaterra, na Escócia e na Irlanda muitas outras Lojas Maçônicas além dessas quatros.”

No entanto ninguém se lembrou de perguntar a essas outras Lojas se elas estavam de acordo com a Maçonaria do pastor protestante James Anderson.

Ou seja, o início da Grande Loja Unida da Inglaterra foi excludente e autoritário.

Portanto a Maçonaria que se vive hoje é uma dissidência das quantas existentes e afirmam que elas possuem as mais ricas tradições.

Mesmo assim, se pode afirmar que a Maçonaria nunca escondeu sua existência, ela é mais uma sociedade fechada do que secreta. É uma organização esotérica no sentido de um movimento iniciático que a leva a transpor os mistérios da Cabala por Salomão, que os recebeu do Egito.

Nos Templos Maçônicos a simbologia é de figuras atribuídas a Natureza, não a divindades.

Na realidade a Maçonaria surge principalmente da junção de uma corrente salomônica e de uma corrente pitagórica.

Por isso mesmo, a Maçonaria segue as tradições hebraicas, com sua distribuição dos oficiais, na disposição da Cabala; Abre a Bíblia a cada sessão ritualística, tendo como figuras em torno do percurso, até o grau 33, inúmeros nomes hebraicos.

Todas as palavras sagradas da Maçonaria são hebraicas, a era e o calendário maçônicos são especialmente judeus. Os nomes de personagens bíblicos que tiveram próximos da construção do Tabernáculo e do Templo são constantes no uso da Maçonaria nos seus diversos Graus.

Como somos reservados não será preciso nominá-los nessa ocasião.

Mas os Altos Graus ou Graus filosóficos estão todos eles identificados por palavras e tradições judaicas. O pentagrama ou Selo de Salomão é essencialmente judaico.

O venerável nas Lojas Simbólicas representa a Sabedoria é alusivo à Cátedra ou Sede do Rei Salomão.

As lendas dos três Graus ritualisticamente são atos que antecipam os acontecimentos, seguido a construção do Templo de Jerusalém.

A lenda do terceiro Grau é a do personagem bíblico Hiram, que era o arquiteto e amigo de Salomão, que fora chamado por ele para a construção do Templo.

Hiram está relacionado com o conceito hebraico do elemento fogo e sua força em sentido esotérico, independente de sua descendência direta que é de Tubal-Cain, o primeiro artesão de metais mediante o uso do fogo.

Hiram está, também, ligado com a imortal chama da vida humana.

Charles W. Heckthorme descreveu uma antiga lenda cabalística referente a relação primitiva Maçônica com adoração do fogo; onde ele comenta que Hiram Abi não descendia de Adão ou Jeová, como os filhos de Set. mas da mais nobre estirpe; em suas veias corria o fogo de Samuel, um dos Eloim.

René Guenon comenta que o Terceiro Grau se faz menção à “palavra perdida”, o que significa a perda da tradição Maçônica.

A explicação levantada para a perda da tradição é de que só três pessoas poderiam comunicar a palavra entre si: Salomão, Hiram rei de Tiro e Hiram Abi. Com a morte de um deles não se poderia fazer mais o Ritual da Sabedoria.

Daí a Loja Operativa com a perda da palavra secreta, não mais pode ser aberta sem a presença de 3 Mestres e cada um portanto uma vara relacionada aos números 3, 4 e 5.

 Só os Mestres poderiam unir estas varas para formar o triângulo retângulo pitagórico.

Esta numeração feita por mestres constituía a palavra sagrada propriamente dita, que queria dizer maçonicamente, Grande Arquiteto do Universo, em substituição ao significado real, que foi perdido.

Esta grande organização vigorando até os dias de hoje, em quase a totalidade de suas ações, usa termos hebraicos, Segundo diz Robert Hewitt Brown, Grau 32, “que muito antes da construção do Templo de Salomão, seus irmãos eram conhecidos pelo nome de “Filhos da Luz”.

A Maçonaria era praticamente conhecida, pelos antigos, pelo nome “A LUZ”, ou equivalente nos diversos idiomas da Antiguidade.

Para vários outros autores ou narradores, da história Maçônica, a palavra Maçonaria é uma corruptela do termo grego “mesouraneo”, que significa “eu estou no meio do céu”, referindo-se ao Sol, o qual se encontra no meio do céu (segundo eles) e é a grande fonte de luz.

Outros ainda a ligam diretamente ao antigo egípcio “Phare”, o Sol e “Mas”, um filho, ou seja, “Phare-Masson” – Filho do Sol ou Filho da Luz.

Carlos Lima – MI

Bibliografia

Ricardo Mário Gonçalves – Loja Educação e Integração

Silva, Joaquim e Penna, J.B. Damasceno – História Geral

Arruda, José Jobson A. – História Antiga e Medieval

Clymer, D. R. Swinburne – Antiga Maçonaria Mística Oriental.

Mário Name – Tradições Bíblicas

Pesquisa sobre a Maçonaria – Editora A Trolha

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