Não sei se é por falta de assunto, o fato é que o vereador feirense José Carneiro (MDB) tem feito de sua legislatura uma profissão ou ato de fé ao se utilizar de uma demagogia barata, que em nada contribui para beneficiar o desenvolvimento social do município. para o qual foi eleito.
Procurando fazer média, para manter de certa forma uma espécie de eleitor fiel. A verve que ele se utiliza no momento é alardear de que lamenta que os candidatos apoiados por ele, Carlos Geilson (Solidariedade) para deputado estadual e Zé Chico (UB) para federal não tenham sido eleitos.
Ele diz acreditar que o feirense foi quem perdeu com isso. A declaração aconteceu nesta quarta-feira (5), na tribuna da Câmara Municipal de Feira de Santana.
“Quero lamentar a não eleição de Carlos Geilson e de Zé Chico. Tenho certeza que Deus é superior a todos os problemas que enfrentamos na vida e tenho convicção de que Carlos Geilson e Zé Chico fizeram a parte deles, levaram as propostas para que a população de Feira assimilasse e temos que entender que a população não entendeu ou não captou a mensagem, mas a vida continua”.
Como mal político que é resolveu terceirizar a derrota, desses arremedos de políticos, ao povo por não ter referendado nas urnas em 02 de Outubro, os nomes dos mesmos.
Mas o discurso com alto teor demagógico e inconsistente não se prende apenas nesse aspecto:
“Tive muito orgulho em acompanhar Geilson nessa trajetória e de Zé Chico, apesar de estar muito sentido com a não reeleição. Quem perdeu não foram eles, mas a população que deixou de ter dois deputados autênticos, corajosos e que de certo seriam importantíssimos para a cidade se eleitos fossem”.
Quanto a afirmativa de que com a não eleição dos referidos políticos quem perdeu foi Feira de Santana. Discordo frontalmente dele, se tomarmos atuação do edil José Carneiro como exemplo.
O que verificamos, na prática, é que a comunidade nada tem ganho com a atuação do mesmo, no legislativo, o mesmo vale para alguns outros de seus ilustres colegas.
O que precisa entender ele, que até mesmo o ato ou tentativa de maquiar a verdade, por questão de prudência, deve se ater a alguns limites. Caso o contrário ele vai continuar pregando no deserto.
Sérgio Jones, jornalista (sergiojones@live.com)




