Queremos viver melhor em razão da efemeridade da vida, enquanto o conforto e a comodidade tiram de tempo nossa preocupação para digladiar com a responsabilidade na busca do sentido de existir, nos exortando seguir com entusiasmo.
Essas multiplicidades de estímulos nos impulsionam escolher vários caminhos. Logo, a liberdade embaralha-se na pluralidade e nem sempre fazemos o que queremos uma vez que, não somos totalmente acabados e o que aprendemos foi influenciado.
Assim, sejamos harmônicos com quem nos rodeia para suportarmos reveses que nos aconselha não nos fecharmos em si, pois certas coisas para serem encontradas em nós, são necessárias a garimpagem do outro que retira de nós, o que não nos revelamos. Contudo, a idade não impede reconstruir e amar por ser impossível julgar se não somos afeitos à arte do viver. Mas a compreensão tem seu momento: lemos e não interpretamos amanhã tudo será entendido a não ser, os tacanhos que só pensam em grupo.
Enquanto nos enlevos da noite de núpcias, ela está entre o medo e apreensão, ansiando pelo prazer, mas a confusão de desejos e alegrias lhe domam. É a grandeza do evento que influencia um sobre o outro e as paixões favorecem a transição, operando sobre elas, instigando a mente em dobro, eis que, a dor e o prazer são fontes de censura e louvor.
Alguns dias não incomodam, se homizio Manoel, Aldo, Orlando ou Juvenal não tolerarão, pois o sonhar sem definir meta faz do agente inábil para conviver com emoções opostas e este encobre a fraqueza reagindo com maldade por não ter em si algo melhor.
Façamos a diferença e celebremos cada realização por liberar a serotonina e promover momentos bons. Mas a indecisão é do mau sentimento, cria dúvidas que escolhem os piores caminhos e convenhamos que, a forma de viver não é cláusula pétrea. Protestemos, duvidemos de tudo e de quem quer mudar o mundo sem ter se melhorado.
Mas pouca atenção se dá à fugacidade do tempo e não valorizarmos a simplicidade. Porém, quando o amor tem que ser ele só é e basta sem o folclórico livre arbítrio, instrumento para nos pôr à mercê da penitência. Assim posto, erremos para continuarmos mais humanos, inclusive, é desse modo que aprendermos a nos corrigir. Todavia, o medo de amar fragiliza e descapacita receber, desnorteando o itinerário que é seguir viagem.
Feira de Santana, 9 de Fevereiro de 2023.
Jessé da Costa Primo∴Membro da Loja Maçônica Luz e Fraternidade 14.




