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CONHECENDO A MAÇONARIA/POR CARLOS LIMA

Templo de York

Ao irmão Rosalvo – Templo de York

Ao contar resumida parte da história da Maçonaria, devemos iniciar com as lutas pela emancipação do espírito humano.

Em algumas[U1] [U2]  lendas, contraditórias, muitos lhes atribuem uma origem mais antiga; no entanto somente a partir dos meados do século XVI em diante, mesmo porquê, é quando as Corporações da Idade Média tomam forma regular de Lojas Maçônicas e assim mesmo em caráter operativo.

Também existem aqueles que afirmam que ela é contemporânea de Adão, outros que foi fundada por Abraão além daqueles que professam ter sido fundada por Salomão.

Não esquecendo ainda daqueles que ligam a Maçonaria aos mistérios do Egito com Ísis e Osires, Moçoch, Adonias e Dionísio; aos da Persia, Grecia e Samotracea; Itália. Inglaterra e Druidas.

No entanto mesmo não fazendo tais ligações, alguns retóricos que não abonam origens pré-históricas, também não se opõem, não afirmam e não negam, como se fosse para se manter distante de insatisfações, diante daqueles que fanaticamente apresentam tais informações em seus ardorosos discursos.

A história, sem dúvida, não pode e não deve aceitar, nem se deixar conduzir ao sabor de giros utópicos, inflamados pela ostentação. Quando se data uma prancha da “Era da Verdadeira Luz” de 5.956, não se pretende afirmar que a instituição tenha essa “venerada” idade, mas que conforme as normas traçadas pela “Ancient Croft”, em função meramente simbólica, se juntem 4.000 anos à era vulgar.

Ficando constatado que tudo não passa de uma convenção simbólica, mesmo porquê, outros sistemas maçônicos universais, fora do escocismo, adotam períodos diferentes.

Temos o “Royal Arch” Real Arco que começa a contar a sua época do ano em que o segundo Templo de Salomão foi concluído, adicionando 1.000 anos a era comum, os “Knight Templares”.  não começam da data de fundação da Ordem, subtraindo 1.118 anos.

Nada existe de comum entre as várias eras adotadas pelos diversos sistemas maçônicos e a era da fundação da Maçonaria Universal.

Com a preocupação de não destruírem o “fantástico”, ou a ostentação pelo reconhecimento leal e sincero do real, maçons “ilustres”, se deixam cair no erro de certas afirmativas que na exposição dessas narrativas geram críticas, desacordos e não podem ser alimentadas sem que não as enquadrem como simbolismo.

Tais utopias não aumenta o prestígio da instituição que é grande pelos seus feitos e indestrutível por seus princípios de ordem moral, deformando os contornos e mergulhando os fundamentos na penumbra dos milénios.

Tal como procedem na atualidade alguns maçons da era moderna, na construção de grupos seletivos pelo status financeiro de cada um. Não existe ser humano sem defeito. A perfeição, conhecimento, humanismo, solidariedade e irmandade buscada pela Maçonaria, encontra seus muros na própria irmandade.

 

Carlos Lima

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