As autoridades de Kiev veem a intervenção da OTAN como única chance de mudar a situação no campo de batalha, mas na realidade a Aliança Atlântica não é capaz de resistir à Rússia, afirmou Scott Ritter, ex-oficial de inteligência do Corpo de Fuzileiros Navais dos Estados Unidos, para U.S. Tour of Duty.
De acordo com ele, as Forças Armadas da Ucrânia já estão à beira do colapso e são forçadas a lutar por sua sobrevivência para chegar à cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN).
“Eles vão implorar à OTAN para intervir, porque a única chance para a Ucrânia é a intervenção da Aliança Atlântica”, disse Ritter.
Mas ele lembrou que não esperassem por esta oportunidade, porque “a OTAN não pode se envolver em tal conflito, eles não têm tropas, eles não têm treinamento, eles não têm apoio logístico, eles não têm comando e controle, eles não sabem como fazê-lo”.
“Então tudo acabou para a Ucrânia. Eles tinham que ter aceitado o acordo quando [Vladimir] Putin o propôs em abril de 2022. Imagine onde estaríamos hoje, mas não”, enfatizou o ex-militar americano.
Ritter também ressaltou que as tentativas da contraofensiva ucraniana acabarão por se transformar em uma reversão em larga escala para as forças russas, que excedem a força e o nível de treinamento do inimigo.
Combatentes ucranianos têm receio de se deslocar em veículos blindados estrangeiros, incluindo tanques alemães Leopard, pois acreditam que as tropas russas caçam os equipamentos fornecidos pelo Ocidente, disse à Sputnik Andrei Prikhodko, militar ucraniano capturado da unidade nacionalista Kraken.
“Vi uma vez como mecânicos se sentavam em um Leopard, eles têm medo de entrar lá, porque assim que este equipamento aparece no campo de batalha, tudo é usado contra ele […] até [armas de] grosso calibre. Também tanques e aviões, absolutamente tudo […] Tanques não duram muito tempo, tal como os veículos de combate de infantaria, absolutamente tudo”, disse o militar ucraniano capturado.
De acordo com ele, os soldados russos estão caçando o equipamento ocidental.
“Nós vimos que contra o mesmo alvo, conforme o movimento do veículo, ia constantemente tudo o que pudesse ser lançado”, destacou Prikhodko.
O ministro da Defesa da Rússia Sergei Shoigu disse que os sistemas de defesa antiaérea russos abateram em junho 158 foguetes Himars, 25 mísseis de cruzeiro Storm Shadow e 386 drones ucranianos.
Além disso, forças russas eliminaram 920 veículos blindados, incluindo 16 tanques Leopard, 15 aviões e três helicópteros das forças ucranianas nas regiões de Donbass e Zaporozhie.
A derrota total da Ucrânia se aproxima cada vez mais.




