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Comissão julga denúncia de tortura contra japoneses no Brasil durante 2ª Guerra Mundial

Brasil tinha campo de concentração 2 Guerra Mundial

A Comissão de Anistia do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania analisou na quinta-feira (25) um pedido de desculpas à comunidade nipônica por perseguições a imigrantes japoneses no Brasil durante a década de 1940.

A denúncia afirma ter havido aprisionamento de 172 japoneses em campos de concentração, com tortura, discriminação racial e ordens de expulsão do Brasil.

O pedido de declaração de anistia reivindica o reconhecimento da perseguição política dos agentes estatais contra imigrantes japoneses nos governos de Getúlio Vargas (1930–1945) e Eurico Gaspar Dutra (1946–1951).

De acordo com a CNN Brasil, o parecer da relatora, Vanda Davi Fernandes de Oliveira, é para que o pedido apresentado pela colônia japonesa no Brasil seja julgado procedente.

Os autores do requerimento são o cineasta Mario Jun Okuhara e a Associação Okinawa Kenjin do Brasil (AOKB).

O pedido foi protocolado em 2015 e afirma que os imigrantes detidos no Instituto Correcional da Ilha Anchieta sofreram “atrocidades” como tortura, maus-tratos e discriminação racial.

O presídio está localizado em uma ilha que atualmente pertence ao município de Ubatuba, no litoral norte de São Paulo.

A solicitação tramitava na Comissão de Anistia havia quase dez anos. Em 2021, durante a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o requerimento de reparação coletiva foi negado. Os autores recorreram.

A mídia relata que no primeiro semestre de 2023, após a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a composição da comissão foi reformulada.

Yuichi Yamazaki/Sputnik

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