A experiência é presente da vida que os anos nos concede, qualificando-nos para vencer a nós mesmos. Dado isso, cuidemos dos nossos instantes e zelemos pela memória que é aguçada pela projeção de nossas retinas, tato, ouvidos, olfato e paladar nos proporcionando alegria do viver.
É nesta vida que compromissos e distrações competem com nossa atenção de saborear cada instante em que a razão do existir e aproveitar é darmos qualidade aos momentos, porque a nossa riqueza está na memória que agregamos. Assim, é desonroso destoar o que foi feito com amor, por desconhecer que cavalheirismo é atributo da cortesia.
A responsabilidade por atos obriga-nos responder até por coisa confiada, porque néscios crêem que a arte é paga pelo governo, não por empresários. É tanta estupidez! E, enquanto a natureza erra permitindo o mal, também prepara o remédio. É que, em 1968, no dia 13 de dezembro, criminosos mancharam as Forças Armadas implantando o golpe de 64 e, satisfeitos com a corrupção, torturas e os assassinatos que cometiam, promoveram o Ato Institucional 5.
Mas a natureza criou o antídoto. É que, neste dia e ano, nasceu o grandioso Alexandre de Morais para pôr todo estes pombos sujos na cadeia junto com o pior presidente que esse País já teve. Chegou o momento dos militares lerem “O Soldado e o Estado”, de Samuel Huntington, para não desejarem lugar que não lhes compete.
Agora só resta demitir o Comandante da Marinha, Marcos Sampaio Olsen, do infame vídeo ignorando que as Forças Armadas é uma instituição criada por civis, mantida por estes para servir o Estado, pois governar é para paisanos. Noutro giro, os famigerados Netanyiahu e Tarcisio de Freitas, em nome de Deus do Velho Testamento, competem, entre si, quem mata mais.
Porque as forças da natureza constituem-se de interações fundamentais envolvidas em todos os fenômenos responsáveis pela atração entre corpos e almas para dar azo à empatia, função mais nobre da inteligência para o convívio social onde a palavra é o instrumento do sentimento, no qual percebe e compreende desejos e motivações.
E o Ritual de Aprendiz aguça nossa inteligência para desenvolvermos como dito nas folhas 19: O que busca o obreiro maçônico? “O desbastar da Pedra Bruta, o crescimento interior, o preparo do cidadão para atuação social…”: Assim, se exercita habilidade que gerencia as emoções positivas tal qual todos os valorosos Veneráveis programaram na nossa Loja.
Pensando bem, é importante termos Antonio Jorge como membro da nossa Loja por ter um jeito moderado de ser e, quando pensamos em retidão e equilíbrio, é o nosso parâmetro.
E a empatia se encontra demonstrada na sociedade Feminina, no Capítulo Demolay com trinta anos de criação resultou na unidade entre a 14, o 236 e as Cunhadas que, à exaustão, entenderam o Ritual de Aprendiz e os que ainda não o entenderam, jamais entenderão o Grau 33 porque o poder da empatia está na habilidade de perceber o mundo a partir da compreensão, pois só o sentimento de acolher evita julgamentos antecipados, sendo capaz de se conectar entre pessoas diferentes.
Ah! Não podemos esquecer que os Passos Perdidos evoluíram até o 34, dando-nos capacidade de interpretar o que não foi entendido na sessão. Afinal, o Deus Dionísio patrono do 34 nos inebria etilicamente, tornando o convívio saudável, compartilhando sentimentos.
Basta ver que a habilidade exige alto quociente emocional e ponderação por estabelecer sintonia que desenvolva a inteligência afetiva. Assim, ser empático, bom ouvinte, observador, leva a conhecer a realidade do outro, porque a sensibilidade de se comunicar é traço característico de quem tem nível de fraternidade desenvolvido.
É saber observar e ouvir, requisitos que impedem julgamentos precipitados. Perceber as razões do outro conduz à compreensão estabelecendo equilíbrio, comportamento que ajuda a lidar com expectativas e frustrações que, geralmente, dificultam o cotidiano.
Feira de Santana, 20 de dezembro de 2024.
Jessé da Costa Primo∴ membro da Loja Maçônica Luz e Fraternidade.




