Almejar ser virtuoso permeia nossas vidas, pois a sociedade se preocupa em alcançar equilíbrio contando com os sentidos e estes, quando bem zelados, entendem a beleza vinda da alma, essência do nosso interior. Desse modo, não há como entender que cultuem o Grande Arquiteto e defendam regimes que desejam a morte de quem não pensa igual, ou os depreciam com adjetivos indignos proferido por quem diz cristão; apoiam o carniceiro Netanyahu e o Orange Color, genocidas dos palestinos, negam a corrupção e as atrocidades feitas pelo golpe militar de 64 que enviuvou Eunices e matou muitos dos seus filhos e, até, fecharam Lojas Maçônicas para inibir o conhecimento.
(Tem quem desdiz de tal forma, que beira a delinqüência intelectual). É a direita hipócrita e perversa que têm a mentira como norma e como líder, o mofo da natureza, vulgo mito que se habituaram pôr pobres na favela para se divertir, matando-os.
Esses enfezados senhores dizem adorar a Deus, mas estão sob a égide do Diabo, a ver: covardes, só têm coragem contra os mais fracos; não gostam de quem Jesus Cristo abraça: pobres, prostitutas, uranistas etc. (Efésios 4:32).
Ignoram que a Maçonaria é libertária e que sua existência é a busca da verdade por entender que, tal qual a natureza, o ser humano, são artífices porque a causa do viver é aprimorar as obras do Criador e Este, por ser grandioso, não carece de nossas preces exaltando-o, basta-nos apreciar a natureza que é da Sua concepção e o andar sinuoso das mulheres.
Porque quem precisa de veneração e compreensão é o ser humano que, a despeito de ser a imagem e semelhança do Altíssimo, ainda está se moldando ao próprio existir. Enquanto isso, alguns torcem o nariz, mas quem comeu acarajé e vatapá é de Iemanjá porque Dela são esses alimentos, e quem destes provou deu início à feitura da “cabeça”.
Logo, quatro dias atrás, a alma esteve na sua festa e, por Ela, mesmo que neguem, foram possuídos, porque todas as águas são de Oxum. E a titulo de lembrança, é nas quintas-feiras, sob comando de Oxossi, que ocorrem as sessões, nas quais nos evoluímos e nos solidarizamos protegidos pela espada de Ogum.
Enquanto, na segunda-feira, o comando é de Obaluaê e o rosário são as trinta e três vértebras, onde tantos nossos vivem em nós e, consciente que o amor pela causa se exprime numa palavra só, o Grande Inspetor da 8ª Região conclamou a espontaneidade.
Mas se quiserem iniciar bem o ano, impõe abdicar de velhas convicções: não tocar flauta de joelhos para comer migalhas de banquete e evitar ser um dos miquinhos amestrados. Eis que na via crucis delirante para local diverso que, se houvesse pejo, o rubor era abrasivo por ser obsceno parecer estar no acontecimento.
Assim, há que ter equilíbrio entre sentimento e a lógica por vivermos na busca de verdades, não de crenças. Há, até, quem diga que sou ateu. Mas não tenho conhecimento que, entre estes Cristãos, algum tenha ressuscitado alguém, ou curado cegos. Falta-lhes o crer?
Porque em João 14:12, diz: “Na verdade, na verdade vos digo que aquele que crê em mim também fará as obras que eu faço e as fará maiores que estas, porque eu vou para meu Pai”. A pergunta é: quem são os ateus afinal?
Convenhamos que crenças tradicionais criem raízes, moldando a forma como muitos pensam, sentem, agem e percebem o mundo. Se não foi, a causa não é do frio uma vez que, aqui, com todo calor o Geladinho empalado torcia pela extensão do mando cá.
Assim, ouçamos o outro de forma aberta e sem conceitos preconcebidos, ao tempo em que há quem faça da mentira pura verdade, tendo o desplante de, ainda, disseminá-la. Asseemo-nos de mentiras e preconceitos e vamos acolher evitando comparativos.
Porque ser ouvinte é mais acolhedor que opinar, pois quando damos nosso ponto de vista sobre algo, é com paciência que o cérebro irá processar o que iremos dizer e quais teorias iremos enunciar. Conquanto, o dom de ouvir pode causar milagres na vida de quem só precisa dizer por alguns minutos e o ouvido há que ser filtro que dê condições para o cérebro julgar.
Porém é necessário conter a boca pra não desesperar e colocar pra fora tudo o que ele ainda está meditando, fato comprovado no 34, pois, embora, o etílico induza vagarosidade no pensar, o resultado é qualidade na reflexão.
Convenhamos que as atitudes estejam sempre entre ação e emoção variando de acordo a consciência moral e intelectual que devem ser guiadas pela ética que navega entre o conhecimento falso e o verdadeiro, filtrando para que a arte de se expressar seja de boa apreciação por ser fonte de prazer e bem-estar.
Assim, sempre é tempo de rever velhos conceitos adaptando à vida para o bem viver, pondo a alma a buscar o que é precioso. A Maçonaria ensina nos rituais que o verdadeiro homem é livre para pensar e agir, utilizado a moderação para que as emoções não sejam frutos de má informação que promova gafes oriundas de certezas extraídas de incapazes de examinar demoradamente as fontes.
Feira de Santana, 6 de fevereiro de 2025.
Jessé da Costa Primo∴ membro da Loja Maçônica Luz e Fraternidade.




