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Família Bolsonaro adota tática de confronto total contra o STF

FAMÍLIA BOLSONARO, ÓDIO E NOJO

A estratégia de defesa da família Bolsonaro frente aos processos judiciais que se avizinham é de confronto total contra o Supremo Tribunal Federal (STF).

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) reuniu aliados na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, em ato com esvaziado, com ataques ao STF e a favor de anistia para golpistas do 8 de janeiro.

Dias depois, seu filho, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), afirmou que irá viver nos Estados Unidos e que vai se licenciar do cargo no Congresso.

A ideia de Eduardo Bolsonaro é constranger o Supremo Tribunal Federal, em especial o ministro Alexandre de Moraes, no momento em que o processo por tentativa de golpe de Estado contra seu pai avança na Corte.

O deputado espera apoio do governo Donald Trump para criar legislações que emparedem Moraes.

A ida do “filho 03” de Bolsonaro para os Estados Unidos tem o objetivo de criar um cenário em que seu pai sofre perseguição política no Brasil, o que justificaria um pedido de asilo político para evitar a iminente condenação de Bolsonaro pela Primeira Turma do Supremo.

Ofensiva
Por outro lado, o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se movimenta para sair das cordas. Nesta semana, o presidente assinou o projeto de lei que isenta quem ganha até R$ 5 mil do pagamento de Imposto de Renda.

Na prática, quem ganha até R$ 7 mil também poderá ser contemplado com uma faixa menor de arrecadação, se a proposta for aprovada.

A proposta está aliada a uma compensação, que viria da cobrança de cerca de 10% da renda de quem recebe dividendos que somem R$ 50 mil por mês, ou R$ 600 mil por ano. Importante lembrar que este valor não será cobrado de quem recebe salários de valor semelhante. Só serão atingidas pessoas que tenham investimentos nestes valores.

A sinalização do Congresso, até o momento, é que a proposta será aprovada. Já a nova cobrança para os super ricos enfrenta muita resistência e demandará um trabalho importante da articulação do governo.

Panela de Pressão
Quem vai para a Panela de Pressão desta semana é o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo. Indicado por Lula para substituir Roberto Campos Neto – bolsonarista e indicado pelo ex-presidente –, Galípolo comandou o aumento da taxa de juros em 1 ponto percentual nesta semana.

A taxa chegou a 14,25%, número similar ao atingido pelo governo da ex-presidenta Dilma Rousseff, que sofreu uma pressão gigantesca do Legislativo e do mercado financeiro, culminando no golpe que a tirou da presidência da República.

Falta Galípolo explicar qual o plano do Banco Central para a economia brasileira. Até o momento, o governo parece alinhado com o presidente do BC, evitando críticas pessoais.

Mas o fato é que a política de juros nas alturas desacelera a economia, justamente em um momento que o governo precisa avançar em agendas positivas.

 jornalista Rodrigo Vianna

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