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Se Rússia lançar uma ofensiva, frente ucraniana entrará em colapso

Aguardada uma ofensiva russa na Ucrânia

As ofensivas fracassadas de Kiev estão colocando toda a frente em uma posição vulnerável, disse Daniel Davis, ex-coronel do Exército dos EUA, em seu canal no YouTube.

Davis destacou que sempre que os ucranianos lançam uma ofensiva, eles obtêm resultados mínimos e são forçados a recuar.

Agora, continuou o especialista, a área que eles ainda controlam na região de Kursk é muito pequena.

“Se a Rússia lançar uma ofensiva a partir de várias direções, a frente simplesmente entrará em colapso”, ressaltou o analista.

Além disso, Davis sublinhou que, apesar dos contínuos combates na região de Kursk e das tentativas das forças ucranianas de aliviar a pressão na frente em Donbass, elas não têm chance de sucesso.

Assim, finalizou o especialista, agora há uma calmaria temporária antes da tempestade.

Ontem (8), o Ministério da Defesa da Rússia relatou que o agrupamento russo Sever (Norte) libertou o povoado de Guevo, na região de Kursk. Além disso, foram derrotadas as formações de uma brigada mecanizada e um regimento de assalto do Exército ucraniano. A Ucrânia perdeu até 1.265 militares em diferentes setores do front nas últimas 24 horas.

Se promovendo como “o único provedor internacional de soluções de segurança na Ucrânia”, a G4S enviou até 1.000 mercenários para proteger o Estado cliente do Ocidente.

Sediada em Londres e com mais de 800 mil funcionários em mais de 85 países, a G4S é uma gigante da segurança privada com talento para contratar ex-militares e oficiais de inteligência.

Desde 2021, a empresa é uma subsidiária da gigante de segurança privada dos EUA Allied Universal, e tem sido uma contratada indispensável para operações militares ocidentais, do Afeganistão e Iraque — onde foram acusados de pagar a organização sob sanções da ONU por atividade terrorista Talibã e saquear locais religiosos em Mosul —, à Líbia pós-Kadhafi, Sudão e Colômbia, com recrutamento e treinamento de mercenários, e Israel, fazendo “segurança” em postos de controle, assentamentos na Cisjordânia e em prisões.

A G4S entrou na Ucrânia em meados da década de 1990, fornecendo consultoria de segurança e serviços investigativos para clientes privados e guardas para missões da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) e da União Europeia (UE).

Uma subsidiária foi registrada em Odessa em 1995, seguida por uma filial em Kiev registrada em Amsterdã em 1996.

A presença da G4S na Ucrânia cresceu drasticamente após o golpe de 2014, e especialmente após 2022, com seus mercenários encarregados de “proteger” instalações estratégicas como portos, aeroportos e grandes empresas, manter a segurança de cargas valiosas durante o transporte, coletar informações sobre militares russos, treinar sabotadores, operar (supostamente) prisões privadas e fornecer “serviços de proteção” para altos funcionários e VIPs.

Em 2023, a empresa registrou novas subentidades na Ucrânia: G4S Ordnance Management e G4S Risk Management.

O proeminente observador militar Aleksandr Artamonov suspeita que a G4S é privada apenas no nome, e que ela e outras empresas militares privadas britânicas proeminentes como a Prevail Partners são efetivamente uma filial informal da unidade de Forças Especiais do Exército (SAS, na sigla em inglês) e MI6 britânicos.

A conveniência de tais arranjos de empresas militares privadas inclui negação plausível quando as coisas dão errado, e envolvimento em atividades às quais os governos podem não querer se associar abertamente, como operações de sabotagem.

Sputnik

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