Egressos da Câmara das Reflexões, sepultura na qual o passado findou para surgimento de um novo homem e, sob a sinfonia “Assim Falou Zaratustra”, a luz os atingiu, o clarão cegou-lhes para as leviandades, num local, onde o teto é o infinito para, a partir daquele instante, o conhecimento seja apanhado além das estrelas, até que o véu da ignorância se rompa.
No Oriente, o Sol, rei da vida e da nossa alegria por bronzear as mulheres e de acentuar-lhes suaves e vigorosas formas.
Defronte, espadachins de desiguais aspirações políticas e crenças: Católicos, Candomblecistas, Umbandistas, Mórmons com dever de cuidá-los, razões pelas quais ninguém a Ela se associa para ser convertido. Loja não é igreja, e, tentar converter Irmão é desrespeitá-lo. Os deuses têm igual valor, assim como os livros ditos sagrados.
Entidade filosófica, filantrópica e educativa que quer a evolução dos seus membros, educando-os com respeito à liberdade, igualdade e fraternidade a fim de construir uma sociedade, na qual Companheiros e Mestres pelo nível de conhecimento e estudo do Ritual, são capazes com o suor de suas almas, ensinar.
Mas são o Esquadro e o Compasso, atributos da retidão moral, autolimitação e autocrítica que despertam a tolerância religiosa, progresso moral e a busca do conhecimento filosófico para que o Iniciado, sendo um exemplo de integridade e moralidade, contribua para a harmonia social junto ao Grande Arquiteto, sem esquecer, que é o uso da própria razão, que lhe faz homem.
É assim que a Ordem instiga o olhar interior, distante de crenças para que o iniciado se desenvolva, pois naquelas reside o medo e quem teme não é livre. Portanto, sem condições de polir em si a pedra bruta, levando em conta que o limite do Iniciado é a sua consciência para que escape da ignorância, superstição e o fanatismo.
É uma sociedade tolerante que respeita opiniões políticas e crenças religiosas desde que não queiram praticá-las no interior das Lojas.
A lealdade, o respeito, o sigilo e a fraternidade, estão nos planos do avanço pessoal e social, deveres que residem em todas as áreas da vida, nas quais expandirá sabedoria e virtude, respeitando as leis e os governos legalmente constituídos por não ser possível o progresso sem apreço à personalidade, justiça social e a mais estreita solidariedade.
E só pelo avanço moral e intelectual é possível ter sentimentos de Liberdade, Igualdade e Fraternidade, não cabendo, na Instituição, homens que só lêem um só livro, pois fornece conhecimento confuso deturpante do intelecto, impedindo que sejam exemplos de cidadãos responsáveis e éticos.
Os símbolos que ornam a Loja, afirmam que o conhecimento vem do Oriente, do Egito. O Olho que tudo vê é nosso inconsciente. Se algo ruim se fez, incomoda a consciência que pede mudança de rumo. Cabendo-nos, no prazer da solidão, meditarmos, pois a Ordem é uma instituição filosófica, que nos seus atos e cerimônias, trata da essência, propriedades e efeitos das causas naturais, nas quais investiga as leis da natureza que têm bases na moral e na ética, como tão bem nos ensinou Paulo Freire.
No entanto, a filantropia é sem serventia para lucros pessoais. Suas arrecadações são para o bem-estar do próximo, sem distinção de nacionalidade, sexo, religião e raça, visando a elevação espiritual e, por ser progressista, não atalha o esforço na busca da verdade, na qual o limite é a ciência para que não sejamos reféns das circunstâncias.
A Ordem, por ser voltada ao ser humano, dirige seu olhar para os grandes homens que se foram. Morrem e nos diminuímos. Morreu José Alberto Mujica, uma luta pela civilidade, progressista que amava os livros, e a Luz e Fraternidade, celeiro de altruístas, se angustia com a morte deste grande homem que tanto bem fez à humanidade. Sofre Feira de Santana com a perda de seu ilustre filho Divaldo Franco que, tal qual Jesus, amava os enjeitados em que a sociedade os transformou.
Feira de Santana, 18 de Maio de 2027.
Jessé Costa Primo∴ Membro da Loja Maçônica Luz e Fraternidade 14.




