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Feira de Santana e o São João/por Carlos Lima

São João no distrito de São José

Feira de Santana, não possui tradição turística em festas juninas, e bastante deficitário no cenário regional, mesmo sendo o segundo maior município do estado da Bahia. As razões podem ser definidas conforme a visão de cada um, no entanto podemos salientar que o ponto de impacto negativo se encontra na administração pública.

O interesse da afirmação das festividades municipais foi concentrado apenas na Micareta que envolve maior definição de recursos e estrutura. Politicamente existe, segundo analistas, retorno político de maior visibilidade.

Pode ser considerado um erro estratégico  para a expansão turística da cidade e a abertura de maior concentração social e económica.

Até determinado período, o distrito de São José poderia ser o núcleo dessas festividades, a mais de 15 anos seu espaço ficou reduzido, os meios de acesso se tornaram inviáveis.

Nada foi pensado em solucionar a expansão populacional da festa. A festa deve continuar como acontece em outros distritos.

Mas na atualidade o município exige muito mais. Hoje é uma festa junina atrofiada.

O crescimento populacional e sócio económico da cidade exige um reestudo sobre a realização dessa festa junina.

O distrito pela via de acesso, estacionamento e área o epicentro do festejos está completamente inviabilizado. Seu crescimento turístico não tem nenhuma perspectiva de futuro, muito pelo contrário.

Até mesmo a população da sede do município escapa para outros sítios de festas juninas. Fazem lotação para municípios mais próximos pelo acesso e contratação de atrações. Quando deveria ser o contrário.

O Parque de Exposição Agropecuária João Martins da Silva, possui uma área extraordinária para a realização de uma festa mais ampla e com características que se aproxime das festas juninas que acontece em Campina Grande e Caruaru. Precisamos pensar macro.

É bem verdade que não se pode realizar uma mudança desse porte da noite para o dia. É preciso análise, estudo e projeto de viabilidade. A iniciativa deve ser do poder público, sem inviabilizar uma parceria público-privada – PPP.

O desenvolvimento de Feira de Santana deve ocorrer em todas as áreas. O sentimento de inferioridade por ser uma cidade do interior ainda existe na administração pública, ela só é esquecida na época de eleição onde os votos são super valorizados e reconhecidos, convergindo para o município o maior numero de políticos, depois da capital do estado.

Pela liderança que o feirense outorgou ao prefeito José Ronaldo de Carvalho, em cinco mandatos, está na hora dele transformar significativamente a vida turística da cidade que é praticamente inexistente. Plante essa semente prefeito.

Carlos Lima

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