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A que ponto chegou a indiferença ao sofrimento do semelhante em Feira de Santana

CMDI rejeita ação social dos Anjos ANÔNIMOS

Um grupo de senhoras, denominado Anjos Anônimos vem realizando à vários anos ações de grande alcance social  em hospitais e Unidades Oncológicas de Feira de Santana, como Hospital D. Pedro de Alcântara, Hospital Unacon e mais recentemente no CMDI, com distribuição de refeições.

Essas voluntárias, no mínimo duas vezes por semana distribuem quentinhas, a pacientes e seus acompanhantes, que estão em tratamento nessas unidades.

As dificuldades enfrentadas por essas pessoas que acompanham seus parentes são na maioria das vezes quase insuperáveis,.

Os Anjos Anônimos, fornecem as refeições gratuitamente,  conversam, confortam, incentivam e se transformam em parte do tratamento, conforme comentários dos próprios médicos e enfermeiros dessas unidades.

Quando as voluntárias chegam é uma alegria maior, muitas dessas pessoas estão apenas com uma xícara de café que tomaram no início da manhã.

Entretanto, algo desagradável e insensível ocorreu dessa semana  no Centro Municipal de Diagnóstico por Imagem – CMDI.

Após as senhoras, como sempre fazem, distribuir de 60 refeições no CMDI, apareceu, ninguém sabe de onde, um atendente, impedindo a distribuição das refeições, perguntando por autorização e com procedimento arrogante, como se fosse a autoridade maior da unidade.

Nessa conversa um tanto indelicada, surgiu uma enfermeira que sugeriu que as senhoras fossem conversar com o Direto do Centro de Imagem.

Chegando a sala do Diretor, as senhoras se identificaram e expuseram a situação de momento.

A autoridade não esboçou nenhuma sentimento de solidariedade e manteve a posição inicial do atendente. Era preciso uma autorização da presidente da Fundação Hospitalar que comanda o Hospital da Mulher, Dr. Gilbert Lucas, e que a autorização deveria ser por escrito.

Uma justificativa pode ser considerada absurda, para não dizer estúpida.

“Um dia uma senhora estava aqui desde às 4 horas da madrugada sem se alimentar e já passam das 13 horas. Resolvi ajudar, comprei um pão e um guaraná, momento depois de fazer o lanche a senhora passou mal, foi um verdadeiro problema.” Narrou o diretor

Meu caríssimo diretor.

Na verdade essa senhora não deveria ser obrigada a ir 4 horas da madrugada para a porta da unidade de saúde como condição sine qua non para conseguir o atendimento.

Na verdade essa senhora não deveria ser  tão desassistidas em suas necessidades básicas de alimentação e saúde, e ainda são obrigadas a ficarem mais de 12 horas esperando implorando, em uma fila para ter direito a atendimento médico.

O pão, praticamente dormido e um refrigerante que é nocivo à saúde não poderia causar uma reação diferente a quem está sem se alimentar a mais de 9 horas e que está doente.

Esse lanche só poderia causar um efeito negativo no organismo debilitado dessa senhora.

Pergunta-: “nobre diretor é nutricionista?

Voluntárias realizam a distribuição de refeições com supervisão técnica, refeição de altíssima qualidade, e  preparadas com muito carinho, acompanhada por especialista nutricional.

O gesto praticado pelo nobre diretor e seu atendente, prejudica apenas essas pessoas que momentaneamente estão necessitadas, sabe diretor, o seu comportamento foi desumano. Esperamos que a Secretaria de Saúde tome as medidas adequadas.

Podemos citar inúmeras cidades em nosso país onde esse serviço social é realizado, incentivado e elogiando pelas direções das unidades de saúde, médicos, enfermeiras, pacientes e acompanhantes.

Só em Feira de Santana será diferente?

cljornal

 

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