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A humanidade às vezes é descrita como estranha/por Jessé Primo

A humanidade estranha

A humanidade é descrita com freqüência como estranha em razão da capacidade de sentir emoções extremas, praticar atos de bondade, crueldade ou com visões de mundo muito diferente. Capazes de amar, odiar, criar e destruir. São tantos refazeres na nossa existência, que nos lembra da metáfora de Sísifo.

Por isso, há diversas dificuldades em sobreviver; adaptação a natureza, entender o outro, suas complexidades, sobretudo, os mistérios contidos na alma da mulher, aquele ar de tristeza indecifrável que, ao estar imersa nas suas reflexões, sentindo que a observam, perturba-se temendo estar se revelando.

Há relatos que senhores já buscaram Edval e Airandes para, em minuciosas pesquisas nos seus corações, encontrem o nome daquela que mais o magoou.

Somos seres livres, razão pela qual, nem sempre Valter concorda com seu colega de profissão, o Grande Arquiteto. Questiona-o da birra de colocar montanhas ocultando a beleza do mar, nuvens encobrindo o Sol, exatamente nos dias de praia, vedando o desfile de tentadoras divas, nas quais a vida e a juventude guardam seus tesouros.

Mas são fatos que não estremecem nosso juramento de fidelidade, embora discorde da ideia absurda de pecarmos por pensamentos. Porém, é justa a revolta do irmão Castilho contra quem jurou e não mantém silêncio. É que, talvez, o uso imoderado da tadalafila por alguns irmãos, esteja alterando a rota para o órgão da fala, potencializando a língua. Daí, a indiscrição de revelar o que não deve, inclusive, o nome do sindicante.

Naquela iluminada noite, lembramos que existimos para nos surpreender, pois Tony Araujo apresentou um artigo que nos instigou rever nosso interior, nos impondo a releitura do Ritual de Aprendiz.

Logo após, Boness assim se manifestou: se não foi para melhorar, o que fazemos aqui nas quintas-feiras, sem nos esforçarmos para que os profanos nos vejam como um ser diferente?

E, na seara da metafísica, Fábio advertiu: É recomendável, vez em quando, que os irmãos vão a Câmara de Reflexões para lembrar-se que é mortal e que a vida eterna é coisa discutível.

O relógio alertou: são vinte e duas horas, e como os deuses não toleram esperar, o Venerável encerrou a sessão, pois Dionísio, deus do vinho e da alegria, já estava no Cortiço com a taça erguida, ao lado de uma bela Ninfa, para dar inicio a novas adesões ao Grau 34.

Feira de Santana – 30/04/2025

Jessé da Costa Primo.

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