Muitos Maçons acreditam e até defendem que poderíamos debater política em nossas reuniões. A princípio estive propenso a enxergar essa possibilidade.
Entretanto o tempo e a convivência impediu qualquer avanço nessa direção. A situação maçônica diante do debate político partidário e ideológico, seria mais um marco para o avanço da discórdia, diante de posições radicais e até absurdas dentro dos princípios maçônicos.
O avanço e a científica politização da maioria dos seus operários estão muito distantes da prática maçônica.
O crescimento intelectual, individual, na ARTE REAL é quase impalpável.
Podemos descobrir e encontrar com imensa facilidade tudo aquilo que combatemos na vida profana.
Muitos tentam justificar o debate político em Loja, argumentando que os Landmarks de Machey, (Albert Mackey, que entre eles não existe menção contrária ao debate político em nosso meio.
Entretanto esquecem que a Constituição de Anderson, (James Anderson), na 6ª Obrigação, (Conduta – item 6ª Obrigação) diz o seguinte: Não se devem levar a essas reuniões ódios privados, nem motivo algum de discórdia e, sobretudo, deve-se evitar discussões sobre religião e política…”.
Tal condição não proíbe que qualquer maçon tenha sua religião ou posição política, se definida, será respeitada por todos dentro de suas liberdades. Em loja temos um propósito muito mais específico diante da existência da Humanidade, ele só será alcançado pelo conhecimento individual, representados pela corda de 81 nós.
O risco que corre a maçonaria é de que surja uma escola política de pensamento único e mude completamente o que estabelece a liberdade de culto, de posição política e de raça. Tornando-se um instrumento de militância política ideológica.
Nossa contribuição social é imensa, não é maior por quer infelizmente nossos quadros ainda não estão devidamente preparados, as vaidades não foram vencidas, a fome de poder, ainda, solapa nossos alicerces. Imaginem se discutíssemos, nessas condições, políticas partidárias e ideológicas.
Devemos levar a luz da Maçonaria para iluminarmos a vida profana. Não ao contrário.
Para analisarmos essa situação é preciso que os fatos sejam vistos a luz dos nossos princípios.
Carlos Lima




