O vereador Jhonatas Monteiro (PSOL) volta a colocar o dedo na ferida ao abordar na terça-feira (13), na tribuna da Câmara Municipal de Feira de Santana, a prática de corrupção na saúde que já se tornou crônica.
De acordo com o edil a coisa acontece de forma irregular e toda a trama é urdida por meio de cooperativas. Dando a entender que são usadas pelo governo municipal, como forma de burlar a lei.
Essa prática nefasta está sendo investigada e se arrasta por muito tempo, mas até o presente momento, tudo continua como dantes no castelo de abrantes.
O ex-prefeito José Ronaldo de Carvalho, juntamente com alguns membros que compunha o seu governo se encontram com bens bloqueados na justiça. Empresários do ramo já foram presos, enquanto parte dos políticos envolvidos continuam atuando livremente.
O vereador Monteiro classifica a tal prática como um poço de corrupção e observa que alguns casos inclusive já estão sendo investigados pelo Ministério Público.
Ele deu a entender que essa prática criminosa tem dupla finalidades, sendo a primeira como forma de turbinar ganhos financeiros de alguns políticos gananciosos. E em um segundo momento, impedir a convocação de pessoas aprovadas no concurso realizado em 2011, mesmo tendo sentença aprovada.
O legislador foi categórico ao afirmar que as vagas existem, os profissionais aprovados em concurso estão aptos a ocupá-las. Mas estranhamente a administração municipal continua criando entraves para efetuar a contratação dos mesmos.
O Caso Pityocampa foi um dos mais impactantes e emblemáticos que envolve esquema da Coofsaúde no desvio de recursos públicos da saúde do município.
O Ministério Público afirma que a organização criminosa atua em duas instâncias: político/administrativo, composto por agentes públicos e o setor econômico-empresarial, ambos voltados para a prática de desvios de dinheiro público por meio de fraudes licitatórias e contratuais e no controle do processo de lavagem de dinheiro, ilicitamente auferido.
Sérgio Jones, jornalista (sergiojones@live.com)




