Vamos apresentar um bom início para o estudo de São Batista patrono da Maçonaria, na maioria das vezes nada é da forma como se apresenta, é necessário uma pesquisa mais profunda para descobrirmos, mais ou menos, a verdade o passado na construção do presente.
Vejamos: Após a virgem Maria, São João Batista é a figura mais representada pela arte sacra. Filho de Zacarias e Isabel, morreu decapitado, como narra a Bíblia, depois de batizar Jesus com as águas sagradas do rio Jordão.
São João Batista desfruta de projeção universal em toda religião cristã e tem sua festa em 24 de junho, depois do solstício de verão, data que se atribuía a seu nascimento, enquanto 29 de agosto, em que volta a aparecer no hagiológico, quando se registra a sua degola.
São João Batista foi analisado por diversos historiadores da arte medieval, entre eles o francês A. Masseron, a quem devemos a seguinte frase: “João perdeu sua cabeça; mais o Cristo, erguido na cruz, se fez maior. Essa declaração anuncia também a duração do dia; quando João nasce (21 junho), os dias começam a minguar; quando Cristo nasce, ou o Evangelista, poderíamos acrescentar, começam a crescer”.
E Garcia Atienza sentencia: “São João Batista é o duplo sagrado dos Joãos, a imagem popular e exotérica de um ministério equinocial em que os contrários se igualam.”
Sabemos que São João Batista guarda simetria com Jano, o primeiro rei lendário do Lácio, protegido por Saturno, a divindade romana vinculada à paz e aos cultos solares cuja imagem de rosto duplo teria a capacidade de olhar, simultaneamente, o passado e o futuro. Portanto a imagem simbólica do destino.
Em meio a ambos os rostos, um terceiro, relacionado ao desconhecido: o presente.
Também Jano é considerado o deus guardião das coisas além dos acessos solsticiais: a porta de verão, vinculada a São João Batista, como antessala da morte do sol, e a segunda, relacionada a São João Evangelista, como a ressurreição cíclica.
A festividade do santo mais admirado pelo templários também está vinculada ao fogo quando, nas noites de São João, 24 de junho, desde os séculos medievais, os camponeses de toda a Europa acendiam fogueiras nas ruas e praças dos povoados, não apenas para comemorar a chegada do verão, mas também para render culto à fertilidade e pedir ao céu que as colheitas fossem abundantes, tradição que mantém até em nossos dias.
É importante lembrar que o solstício de verão, no hemisfério norte, acontece em 21 de junho, como primeiro raio de sol do amanhecer.
Essa data era a que correspondia às festividades de São João; no entanto a Igreja mudou para o dia 24, qual teria sido a intenção. Confundir?
Em Brías, no cntro meridional da província de Soria, exatamente a 13 quilômetros ao sul de Berlanga de Duero encontra-se a Igreja de Santa Maria del Caminho, ou da Calçada. Ao examinar os arquivos paroquiais, se descobriu que o verdadeiro nome dessa Igreja românica, do início do século XIII, era igreja de São João Batista.
A Igreja, no século XVII, decidiu mudar o nome da mesma ao erguer uma paróquia de dimensões maiores, quase um catedral, no centro dessa aldeia dos paramos sorianos.
Acontece que uma cruz templária abençoa a igreja deteriorada, em que falta o teto desde a parte superior do telhado em seu arco triunfal.
Além, disso, no solstício de verão, o primeiro raio da manhã atravessa a seteira da abside e se projeta, paradoxalmente, cobre o capitel que reproduz uma Natividade.
A poucos metros dessa igreja modesta, se encontra manancial de águas milagrosas, com uma fonte romana. Será tudo uma concicidência?.
Por Carlos Lima Cim 914, Loja Templo de York número 7.




