É o propósito que dá sentido à vida e possibilita uma existência plena, ao mesmo tempo em que nos afasta da inércia. Conheçamo-nos para nos desviar dos obstáculos que o viver nos põe, haja vista que os propósitos têm a função de tornar claro o que buscamos enquanto a consciência das atitudes identifica quem somos.
Motivo que a descoberta da nossa essência nos leva mais próximo do objetivo, e aquele que conhece seu propósito tende a ter uma existência significativa que o ajuda viver com integridade e fiel aos valores fundamentais, sabendo que os imprevistos são os componentes que nos completam.
Pensamentos vêm e vão e mostram que podemos fazer a diferença na vida de alguém, norma da nossa Sublime Ordem para que estejamos sempre prontos para os desafios e, mesmo que pareçam desagradáveis, são essenciais e estimulantes para nosso crescimento.
Somos tentados a fugir do que não nos agrada, conseqüentemente, temas difíceis e construtivos nos escapam, contudo, não tenhamos medo de idéias que nos tragam riscos de o outro não concordar com elas, pois quando aceitamos o desafio com gosto, nos comunicamos melhor, contando com a racionalidade do oponente ao discordar e restringido quem evita pensar para não emburrecermos.
Porque os diálogos difíceis impedem que nos acomodemos e nos impulsionam para o desenvolvimento, cresce nosso repertório, mas nada é mais torvo que a Ignorância, visto que o tolo ao errar, queixa-se dos outros e o inteligente de si mesmo. Porém, é o pacóvio que abandona o uso da razão, do bom-senso e é dominado pela ignorância, enquanto o sábio grava em seu cérebro estímulos positivos e úteis do estudo, da visão, da audição, do tato, do gosto, do cheiro, inclusive o inebriante da mulher que erige sem se dar conta ser sexta-feira santa.
No entanto, o cérebro deficiente de informações é pobre e nada pode prever como fizeram homens de ciência que nos deram grandes inventos, pois prenunciar acontecimentos futuros requer mente culta, mas o ignorante por ser alheio ao estudo, não tem interesse na beleza, detesta harmonia, grita ao falar, não tem limites e quando encontram oposição aos seus atos, são agressivos devida reduzida capacidade mental inviabilizadora do seu bem-estar.
Antes de o desprezarmos, tenhamos compaixão, analisemos suas razões, ajudemo-lo a se afastar da ignorância e lutemos para compreendê-lo e descobrir porque age assim. Tolerância que gera simpatia pela tentativa de compreender o outro, mesmo duvidando do resultado.
Valorizemos, apenas, o que nos faz bem, como dito em Tiago 4:17: “Mas a sabedoria que do alto vem é, primeiramente pura, depois pacífica, moderada, tratável, cheia de misericórdia e de bons frutos, sem parcialidade, e sem hipocrisia”. No entanto, querer para si o do estado embaraça o certo no errado, porque não há vento favorável a quem desconhece seu destino, enquanto a nossa Ordem instiga o aprender por ser a educação que transforma e nos ajuda lidar com mudanças inesperadas. Todavia, sabe o Criador que, sem a experiência do pecado, jamais seremos virtuosos. Oremos!
Feira de Santana, 26 de março de 2023.
Jessé da Costa Primo∴ Membro da Loja Luz e Fraternidade 14.




