O solstício de inverno é o fenômeno astronômico que anuncia a chegada da estação mais fria ou amena do ano, sendo celebrado em diversas culturas como símbolo do renascimento.
O solstício é o fenômeno que marca a chegada do inverno astronômico e anuncia o começo da estação fria.
Ele no ocorre no Hemisfério Sul no dia 21 de junho, fazendo que aconteça a noite mais longa do ano.
Neste dia, o Sol atinge sua posição mais baixa no céu, resultando em menos horas de luz e temperaturas mais baixas.
Na Maçonaria, o solstício é um momento de grande significado.
É um período de renovação espiritual e administrativa, onde novos Veneráveis assumem seus cargos nas Lojas e o novo Grão-Mestrado toma posse, marcando o início de uma nova gestão. Isso a cada dois anos, nem sempre o mês coincide em todas as lojas e Grão Mestrados.
Também utilizamos esse momento como momentos simbólicos celebrando o renascimento de um novo ciclo.
O solstício de inverno, em particular, representa o momento em que o sol volta a se elevar, simbolizando a esperança e a renovação.
Em relação a posse de Veneráveis e Grãos Mestres, é visando reforçar a ideia de renovação e de um novo período de trabalho e desenvolvimento. Entretanto essas solenidades não adotadas em Loja.
Todos nós sabemos que a Maçonaria é rica na sua simbologia. E culmina em associar o solstício de inverno a diversos conceitos, como a passagem das estações, o nascimento e a renovação espiritual.
Os solstícios são, portanto, momentos de reflexão e de fortalecimento da identidade maçônica.
Essa celebração religiosa se integra ao contexto do solstício, reforçando o significado espiritual da data.
Luz e Conhecimento:
A Maçonaria valoriza a luz como símbolo do conhecimento e da sabedoria. O solstício de inverno, mesmo sendo o momento de menor luz no ano, representa a esperança do retorno da luz e do renascimento.
Em resumo, na Maçonaria o solstício de inverno é de profunda reflexão, renovação e celebração, onde se comemora o início de um novo ciclo tanto na vida individual dos maçons quanto na administração e na organização das Lojas.
A Maçonaria também tem por tradição, A Loja de Mesa ou o banquete do solstício de inverno, é uma tradição fraternal que celebra o retorno do sol e a promessa de novos começos.
É uma oportunidade para os maçons se confraternizarem em torno de uma mesa, comemorando a importância do solstício e refletindo sobre temas maçónicos.
Esse banquete é uma prática antiga que se estende pelos primórdios da Maçonaria.
A celebração está muitas vezes associada à comemoração de São João Batista, que também é celebrado no mesmo dia.
Infelizmente a maioria das Lojas raramente os realiza, e quando fazem, se torna uma ação de arrecadação de recurso convidando todos membros da Maçonaria Regular mediante o pagamento de uma cota considera alta por muitos maçons.
Essa tradição o nome já diz: loja de Mesa, deveria ser realizada em Loja, ritualisticamente, um tema maçónico definido, e depois a confraternização com a janta e a bebida para quem desejar.
São João Batista
Quanto a São Batista, patrono da Maçonaria seria importante sabermos que:
É uma tradição que existe há muito tempo dentro da ordem maçônica.
Ele é reverenciado como patrono devido à sua representação dos valores maçônicos, como busca por sabedoria, coragem e integridade.
O Dia de São João, padroeiro ou patrono da Maçonaria é 24 de Junho.
Desde cedo, ao ingressar na Maçonaria, o aprendiz fica conhecendo algumas características de São João Batista, ou João, o Batista.
Esse santo homem considerado como o último profeta do Velho Testamento, e o primeiro do Novo Testamento era primo de Jesus Cristo.
Na verdade, a Maçonaria, em todos os países em que existe e atua, tem São João Batista como seu patrono.
O fato de ter como patrono São João Batista, assim como São João Evangelista, não faz da Maçonaria uma instituição religiosa.
Todavia, ela abriga em suas Lojas espalhadas pelo mundo todo, operários sem distinção de raças e fronteiras, católicos, presbiterianos, espíritas e batistas, entre outros, todos trabalhando para fazer feliz a Humanidade, pelo aperfeiçoamento dos costumes, pela tolerância, pelo respeito à autoridade.
Tendo São João Batista como seu patrono, a Maçonaria mostra sua afinidade com um homem que, no seu tempo, combatia a tirania, proclamando publicamente a dissolução de costumes, as faltas e erros perpetrados por ricos e poderosos, contrapondo-se aos que abusavam do poder para exercer o martírio dos povos.
Sacrificou-se João Batista, como o faria um verdadeiro Maçom na defesa dos ideais de Liberdade, Igualdade, Fraternidade, seja em relação aos familiares, seja em defesa da Pátria.
Sem temer as consequências, sabendo-se na senda correta, desejoso de tempos melhores para a Humanidade, o Maçom faria o sacrifício necessário, sujeitando-se à masmorra, mantendo, contudo, o templo da virtude, legando aos seus descendentes e aos povos o exemplo do amor à ética, à moral, aos bons costumes.
O Maçom, assim como João Batista, é idealista, capaz de encarar a realidade com denodo, desfraldando o lábaro da moralização, das ações em prol do aperfeiçoamento dos costumes na política, nos negócios, na vida pessoal e da comunidade, não se deixando envolver pelas querelas religiosas ou políticas.
Sabe-se, que São João Batista, nasceu pouco antes de Jesus, é considerado o precursor do Messias, anunciando sua vinda e sua atividade redentora.
Órfão bem cedo, foi criado e educado junto aos Essênios, movimento judaico antigo, fundado em meados do 2º século a.C., cujos costumes, rigorosos, previam a oração, o trabalho manual, a comunhão de bens e as refeições sagradas.
Existem grandes evidências de que a Maçonaria antiga teve laços/traços de união com as doutrinas dos essênios, com ensinamentos egípcios, persas, hindus, e constantes lições de Jesus Cristo.
Assim como Jesus Cristo, João Batista pregava a tolerância, o amor ao próximo, a elevação espiritual, não se podendo negar sua influência como precursor das lições contidas no Evangelho cristão.
A Maçonaria já entronizou João Batista como padroeiro, visto que, na instituição milenar, podemos encontrar centelhas dos ensinamentos que o primo de Jesus disseminou, que vão desde o aperfeiçoamento do ser espiritual, com o desbaste de suas asperezas, até a elevação mental que lhe assegure a reintegração nos poderes primitivos referidos por Martinez de Pasqually, Maçom e Rosa Cruz do século dezoito.
Sempre sob os auspícios de São João Batista, a Maçonaria se expandiu, atraindo desde carpinteiros e sapateiros, fazendeiros e padres, engenheiros e filósofos, artistas plásticos, músicos, políticos e militares, sem restrição quanto a raça, religião ou convicção político-ideológica, não abrindo mão, entretanto, da crença no Ser Superior, no Ente Supremo, no Criador, que os Maçons denominam Grande Arquiteto do Universo.
Quando o brasileiro celebra, festivamente, o dia de São João Batista com suas fogueiras e fogos, danças e comidas típicas, a Maçonaria participa desses festejos celebrando o Solstício de Inverno, que é dedicado à Esperança, homenageando seu ilustre padroeiro.
Reafirmando a reverência a um homem que pensou primeiro no próximo, anunciou a Jesus e depois entregou-se ao carrasco sem ceder às exigências dos poderosos, sem abjurar sua crença no futuro de uma humanidade melhor e superior em palavras, ações, pensamentos, como faz a Maçonaria em todos os recantos da Terra.
Viva São João Batista! Viva São João Batista! Viva São João Batista!
Carlos Antônio de Lima – Carlos Lima – CIM 914 – Templo de York




