O vice-presidente Hamilton Mourão foi barrado na porta e não foi convidado para esta festa.
Bolsonaro qual é o teu negócio?
O nome do teu sócio? Confia em mim.
Ele bem que podia se utilizar desta estrofe da música intitulada Brasil, de autoria do saudoso cantor e compositor Cazuza.
Em vez de se utilizar do falso argumento de que a sua exclusão da reunião convocada pelo simulacro de presidente Jair Bolsonaro com os ministros do governo nesta terça-feira (9), no pardieiro conhecido como Palácio do Governo em Brasília, não o incomodou.
O embaraçoso comportamento do mandatário para com o vice, General Mourão, fez com que este, mais uma vez, se curvasse diante dos caprichos do capitão cloroquina.
Disse o general em tom melancólico que não foi chamado e menos ainda convidado. “Acredito que ele não julgou que era desnecessário a minha presença”.
O jogo pelo o poder torna Mourão subserviente por conveniência. Quanto a ausência dele é um forte indicador da existência de um possível racha entre a dupla de patetas.
O que auxiliares de plantão do Palácio do Planalto deixou transparecer para a imprensa é que o estiolado presidente não está nada confortável com o comportamento adotado por seu vice que tem por hábito deixar vazar informações de reuniões do governo para a imprensa.
Mourão insiste em afirmar para mídia que o fato de não ter sido convidado para a reunião não o incomodou. O que fica dialeticamente patente é que a afirmação dele engendra necessariamente a sua própria negação.
Os egos estão inflados, nesse caso específico só há uma forma em lidar com essa situação. Mourão deixar o seu colega egoísta no espaço dele.
Como gosta de afirmar os entendidos do ramo, a política é a arte do diálogo. Diametralmente diferente do que prega estupidamente a besta presidencial: ” quando acabar a saliva, tem que ter pólvora”.
Sérgio Jones, jornalista (sergiojones@live.com)




