Após ter chamado à atenção, durante discurso feito na tribuna do legislativo feirense, sobre a necessidade de que as mulheres sejam atendidas para se submeterem a cirurgia eletivas, cirurgias que podem ser postergadas por um ano sem causar graves problemas aos pacientes, a vereadora Neinha Bastos (DEM), fez a seguinte observação:
“Será que Feira de Santana não tem o fluxo alto de mulheres que precisam ser cuidadas? Feira é a segunda cidade da Bahia é o que me deixa mais com vergonha, por isso não vou parar de falar”!
O curioso é que fatos dessa envergadura só é lembrado em ano eleitoral é como se durante quatro longos anos problemas dessa natureza, deixassem de existir.
Seguindo a caravana dos políticos “descontentes” com a situação da saúde no município tipo Edvaldo Lima (MDB) e Lulinha (DEM), ambos definiram o sistema de regulação como “fila da morte”.
Esses mesmos legisladores são os que se posicionaram contra abertura de CPI para apurar desmandos e falcatruas na condução do sistema de saúde no município.
Se aproveitando da lacuna deixada pelos seus pares situacionistas, o vereador petista Alberto Nery não perdeu tempo e saiu em defesa do Governo do Estado e de lambuja acusou o Governo Municipal, que segundo ele é alvo de investigação por desvios de verbas na Saúde.
“Aqui quero mostrar que o Governo do Estado gastou no Clériston Andrade R$60 milhões na primeira etapa e na segunda etapa vai gastar mais R$30 milhões. Se levarmos em conta que o ex-prefeito junto com a cooperativa estão sendo investigados por um desvio de R$100 milhões, teríamos então um hospital municipal funcionando”, disparou.
Após ter proferido o seu discurso que atingiu a jugular do governo municipal e de seus fiéis seguidores na Câmara, ele disse não se sentir muito confortável em desferir esse tipo de ataque de ficar acusando as pessoas, mas que as vezes se sente obrigado a colocar o dedo na ferida.
Logo em seguida voltou à carga e disse que “muitos chamam a regulação de fila da morte porque usavam o Clériston Andrade como cabide para se elegerem, e hoje não tem mais isso”, concluiu.
Sérgio Jones, jornalista (sergiojones@live.com




