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O ALVORECER DOS SENTIMENTOS

Alvorecer dos sentimentos

Os males têm origem diversa e oscilações do viver devido às relações sociais agregadas aos parcos argumentos para confronto, por medrar não ser aceito por um grupo.

Consta que o primeiro sentimento é natural: o amor de si mesmo que se encontra no escutar a voz da natureza auxiliar da razão, da consciência e do querer, disciplinando-nos para o convívio social.

Porque a socialização promove ações racionais designadas à autonomia que transita para independência em relação às crenças, desestabilizando as alienações e efetivando-se nas mais diversas formas de convívio por não haver vontade sem liberdade.

Em compensação, as dores são do cotidiano e causam emoções, enquanto a cultura, nem tudo conserta; eis que a vida é de conflitos e variam em intensidade e frequência causadas por má interpretação do que seja o viver. Hoje, comunicar está fácil, o diálogo é que está cada vez mais difícil, pois divergência virou sinônimo de ameaça.

Quanto à moralidade, a interpretação deve ser de cada um e todo pudor dos atos dependem do nosso julgamento, porque é na voz interna da consciência que estão os critérios virtuosos. Se erramos, nos reconstruirmos, eis que a razão também ocasiona imprecisões por ser subordinada às paixões e ao amor-próprio.

Mas é da força voltada para o domínio dos ardores que brota o conhecimento entre a moralidade, a consciência e o sentimento, dado que nossas ações são pensadas a partir do confronto entre razão, o sentir e o conhecer.

Dúvidas são questões do sentido da vida, morte e liberdade que fortalece a identidade por propósitos, afastando as incertezas através da reflexão por necessitarmos entender o motivo da nossa existência.

Experimentamos coisas incríveis no curso da vida recomendando questionarmos o que pode ser melhor para nós. Em contrapartida, o amor é sentimento que envolve prática e diz respeito a atitudes, atenção, carinho, jeito de cativar, olhar demorado carregado de ternura, palavras ditas ou caladas no meio de um abraço ou gestos despercebidos que desenvolvem sentimentos adolescentes por ser preciso dar vivacidade à imaginação e o imprescindível experimentar. Ela, gemidos baixinhos musicando o prazer, e ele feliz por fazê-la conhecer o enlevo supremo.

É bom sentir as coisas que evoluem para satisfação da alma, entendendo que é o acaso que impele pessoas no caminho do outro. Recordando que sentimentos não são racionais, nem controlamos. Todavia, não devemos ser egoístas nem possessivos, pois a única coisa sagrada é a liberdade do outro.

Logo, amor é harmonia mente e corpo. Assim, não cedamos da nossa soberania existencial e de se autodefinir, tampouco sejamos submissos a um só modo de pensar, pois somos nós que vivemos nossa vida e não há certeza da convicção de grande número de pessoas.

Feira de Santana, 29 de junho de 2025

Jessé da Costa Primo∴ Membro da Loja Luz e Fraternidade nº. 14.

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