Um político longevo na idade e nos votos. Esse é José Ronaldo de Carvalho. Não completou o mandato na quarta eleição para prefeito de Feira de Santana, em virtude ter renunciado para se candidatar ao governo do estado. Uma empreitada fora dos propósitos reais de sua densidade eleitoral a nível estadual. Perdeu feio.
Nesse quinto mandato de José Ronaldo encontramos uma diferença acentuada em relação à eleição do primeiro mandato, quando assumiu a prefeitura com a faca nos dentes.
Dada as proporções, a situação financeira do poder executivo no primeiro mandato, em relação aos dias atuais, eram bem melhores, muito embora o orçamento fosse bem menor.
Ao completar 100 dias, suas realizações não superam as iniciativas administrativas no seu primeiro mandato. As dificuldades financeiras do município são bem maiores, o prefeito anterior, conhecido como mequetrefe, mesmo tendo um conhecimento intelectual bem superior ao antecessor do José Ronaldo quando ele assumiu a prefeitura pela primeira vez, não deixou o município na situação hoje. Dentro das proporcionalidades.
Dois propósitos administrativos que não mudaram na gestão José Ronaldo, diz respeito a saúde e educação. Onde mantém a mesma postura.
Conforme nosso arquivo de boletins do primeiro mandato, essa foi a administração que ele mais realizou sem maiores questionamentos dos eleitores em relação a desconfianças na aplicação dos recursos públicos.
Acredito que nesse mandato ele construiu uma base sólida de aprovação e deu uma largada vitoriosa para as eleições posteriores. Soube implantar uma base eleitoralmente intransponível.
Nos dias atuais sua única oposição política não conseguiu construir a densidade eleitoral suficiente para derrota-lo. E pelo caminhar político, se fizer administração de razoável para aceitável, mantendo uma boa saúde, não encontrará opositor para impedir que seja eleito pela sexta vez.
Se essa permanência no poder é bom para o município, é difícil dizer o contrário, mesmo com as discordâncias. Se os eleitores reprovassem não teria sido eleito, sempre no primeiro turno por cinco mandatos.
Tudo indica que o leitor feirense não se fadiga de José Ronaldo. Mas encarar um único poder que perdura por quase 20 anos, merece uma reflexão mais sensata, ou não?
Carlos Lima




