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No legislativo feirense os interesses pessoais depenam o coletivo/por Carlos Lima

Vereador Fernando Torres

Não é preciso aprofundamento político para descrever o fim do maior grupo de oposição ao prefeito de Feira de Santana, Colbert Filho.

Foram quase dois anos de ação Legislativa com índice de respeito ao mandato, no que diz respeito a independência dos poderes, que me lembre, foi o primeiro desde sua instalação, não foi o desejado, mas esteve próximo do resgate da credibilidade e respeitabilidade diante da sociedade feirense.

Essa proximidade se desfez, vergonhosamente, quando o vereador e presidente da Casa, Fernando Torres, afirmou que o grupo, formado por 11 vereadores chegou ao fim, os motivos apresentados, espantam. Estão verdadeiramente focados na defesa dos interesses individuais que se sobrepõem aos interesses coletivos.

“Àgua mole em pedra dura, tanto bate que fura”. O prefeito conseguiu. Durou apenas quase dois anos, Ele conseguiu desarticular uma oposição consistente, até certo ponto séria, já construída no Legislativo. Teve ações que venciam as investidas do executivo em submete-los, corromper para dominar, – esse é comportamento mas comum do político desonesto, incompetente e autoritário – com cargos e benesses políticas, criando ilusões de poder e fortalecimento para uma futura reeleição.

Grande parte dos edis não resistiram. Aderiram a bacia de rosto em esmalte branco e o sabonete LUX. Usados nas casas do Tamarindo.

O prefeito deve estar em êxtase, volta a manuseá-los como se fossem marionetes, os verdadeiros fantoches do Poder.

Outro fato que intriga a maioria dos eleitores, é a decisão anunciado pelo vereador Fernando Torres, agora ex-presidente, afirmando: após o recesso de fim de ano, deixará o Legislativo.

Ficamos atônitos com a declaração. O vereador estava tendo um desempenho, se não perfeito, mas moralizadoras que basicamente alicerçava a possibilidade de uma valorização e respeito ao desempenho do Legislativo feirense.

Desempenho abria portas para uma candidatura ao executivo.

A renúncia do mandato será uma traição aos eleitores e também aqueles que passaram a acreditar no seu desempenho, mesmo com alguns tropeços.

O vereador Fernando Torres estará cometendo um grande erro se confirmada essa decisão. Perderá credibilidade na sua condição de enfrentamento das dificuldades. A  continuidade do mandato será prova das posições políticas adotadas no início da Legislatura. Em defesa da independência dos poderes além de séria fiscalização das ações do Executivo, na aplicação dos recursos públicos.

Mesmo perdendo a maioria, ainda encontrará vereadores com o mesmo pensamento. A desistência, renúncia ou afastamento, estará negando tudo que já foi feito e dito.

Carlos Lima

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