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General apresenta documentos à PF que contradizem versão de Ibaneis sobre desmonte de acampamento golpista

Dutra e Ibaneis

O general Gustavo Henrique Dutra de Menezes, comandante militar do Planalto quando eclodiram os atos terroristas do dia 8 de janeiro, quando militantes bolsonaristas e de extrema direita invadiram e depredaram as sedes dos Três Poderes, em Brasília.

Apresentou à Polícia Federal (PF) documentos sobre a ação do ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança Pública do Distrito Federal, Anderson Torres, no dia da intentona golpista.

Os documentos que contradizem as versões dadas pelo governador Ibaneis Rocha e pela Polícia Militar (PM), de que os militares teriam impedido o desmonte do acampamento montado pelos extremistas  em frente ao Quartel General do Exército, foram entregues à PF na semana passada, quando Dutra depôs no âmbito do inquérito que apura os atos terroristas.

Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, um dos documentos é datado do dia 28 de dezembro de 2022, antes de Torres assumir a SSP-DF.

No ofício, a pasta pede o apoio do Exército para uma ação de “enfrentamento ao comércio irregular na Avenida do Exército e adjacências da Praça dos Cristais, previstas para o dia 29/12/2022″.

Em depoimentos anteriores, Ibaneis Rocha e oficiais da PM afirmaram que o Exército teria impedido o desmonte do acampamento onde os golpistas estavam acampados no dia 29 de dezembro.

Em outro documento, datado do dia 6 de janeiro, quando Torres já comandava a SSP-DF, aparece uma determinação da pasta para que os ônibus que transportavam os extremistas ficassem estacionados e concentrados no Setor Militar Urbano (SMU).

Dutra afirma que havia determinado que a Polícia do Exército montasse um bloqueio e impedisse o acesso dos radicais. Os militantes, porém, teriam utilizado uma rota alternativa para chegarem ao SMU.

Com os documentos apresentados, Ibaneis e Anderson Torres ficaram numa posição difícil.

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