O plenário do Tribunal de Contas da União (TCU) marcou para quarta-feira (14) a sessão que deverá mudar a decisão do ministro Augusto Nardes – que proibiu Jair Bolsonaro (PL) de utilizar, dispor ou vender as joias “dadas” pela monarquia saudita – visando que o ex-mandatário devolva os itens recebidos para que sejam incorporados ao patrimônio da União.
A informação é da jornalista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo.
A reportagem destaca que Lucas Furtado, subprocurador-geral do Ministério Público do TCU, já impetrou um recurso contra a decisão de Nardes alegando “ser imprescindível que a prova de supostos crimes fique com a polícia para perícia, não na posse do investigado.
Por isso, ele pediu que os supostos presentes dados pela Arábia Saudita sejam restituídos à guarda da União em até cinco dias”.
A expectativa é que a maioria dos ministros da Corte sigam o entendimento do subprocurador.
Furtado comparou o escândalo das joias envolvendo o casal Jair e Michelle Bolsonaro a uma filme do cineasta estadunidense Quentin Tarantino que, segundo ele, se torna “cada vez mais escabroso e com sucessivos capítulos que vão se tornando mais complexos e com a inserção de novos elementos e suspeitas”.
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