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Zelensky ameaça líderes que celebram vitória contra o nazismo: “não posso garantir a segurança deles”

Zelensky de presidente a terrorista nazista

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou neste sábado (4) que “não pode garantir a segurança” de chefes de Estado que decidirem participar do tradicional desfile em Moscou, no próximo dia 9 de maio, que marca os 80 anos da vitória da União Soviética sobre o nazismo.

A declaração, dada a repórteres e publicada em diversos veículos internacionais, foi interpretada por autoridades russas como uma ameaça indireta de atentado contra o evento.

“Não se sabe o que a Rússia pretende fazer nessa data. Ela pode tomar várias medidas, como incêndios ou explosões, e depois nos culpar. Não pretendo fazer joguinhos, criando uma atmosfera agradável para permitir que Putin saia do isolamento”, disse Zelensky.

Apesar do tom agressivo do líder ucraniano, mais de vinte chefes de Estado e de governo confirmaram presença no evento em Moscou, incluindo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a primeira-dama Janja da Silva, o presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP), além de ministros e parlamentares brasileiros.

Outro nome de peso que estará ao lado do presidente russo Vladimir Putin é o do presidente da China, Xi Jinping. Também comparecerão líderes de países historicamente próximos da Rússia, como Belarus, Cazaquistão, Cuba e Venezuela.

A presença de Lula e Xi reforça a articulação do Sul Global e marca um contraponto à narrativa dominante do Ocidente, que tem isolado a Rússia desde o início da guerra na Ucrânia.

As cerimônias do 9 de Maio, conhecidas na Rússia como o “Dia da Vitória”, homenageiam o sacrifício soviético na derrota da Alemanha nazista — episódio crucial da Segunda Guerra Mundial, no qual morreram mais de 27 milhões de soviéticos.

A resposta de Moscou às palavras de Zelensky veio por meio de Dmitry Medvedev, ex-presidente e atual vice-presidente do Conselho de Segurança da Rússia. Em tom de desprezo, Medvedev classificou a fala do líder ucraniano como uma “provocação verbal”, sugerindo que se trata de mais uma tentativa de tensionar o ambiente diplomático às vésperas da celebração.

Enquanto isso, os combates no leste europeu continuam. Segundo veículos da imprensa ucraniana, forças russas bombardearam Kharkiv durante a noite com armas termobáricas — um tipo de explosivo que produz uma onda de calor e pressão devastadoras.

O ataque teria deixado mais de 50 pessoas feridas, incluindo duas adolescentes. Moscou não confirmou oficialmente o uso do armamento.

O desfile do Dia da Vitória é uma das datas mais importantes para a memória coletiva russa. Comemorado anualmente desde 1945, o evento presta tributo aos combatentes da chamada Grande Guerra Patriótica — como os russos se referem à Segunda Guerra Mundial — e reforça o papel central da União Soviética na derrota de Adolf Hitler.

Em 2025, a celebração adquire um tom ainda mais emblemático, por marcar 80 anos do fim do conflito e ocorrer em um momento de redefinição das alianças internacionais.

A presença de Lula, poucos dias antes de sua participação na cúpula China-Celac, no México, e da realização da cúpula dos BRICS, no Rio de Janeiro, em julho, confirma o reposicionamento do Brasil no cenário geopolítico e a defesa de um mundo multipolar.

Enquanto a guerra na Ucrânia prossegue sem solução diplomática, a ameaça de Zelensky pode agravar ainda mais as tensões. Sua declaração, que põe em risco a integridade de líderes estrangeiros em um evento de valor histórico mundial, é vista por muitos analistas como irresponsável e perigosa.

Em vez de pavimentar caminhos para a paz, reforça o clima de confronto que isola a Ucrânia e acirra divisões globais.

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