A implantação do avançado sistema russo de mísseis de alcance intermediário Oreshnik no território de Belarus será uma sentença de morte para a Polônia, disse o ex-chefe dos serviços especiais israelenses Nativ e cientista político Yakov Kedmi em uma entrevista ao portal Pogled Info.
“Oreshnik no território de Belarus impõe uma sentença de morte para quaisquer tropas em território polonês que ameacem a Rússia.
E ele [míssil] abrange todas as regiões da Ucrânia com um tempo de aproximação de três a quatro minutos, dois minutos”, disse o cientista político.
Segundo ele, este novo tipo de arma muda completamente tanto a situação operacional e estratégica no território da Ucrânia, como a avaliação de possíveis ameaças do Ocidente.
“Este é o significado atual do Oreshnik. Ou seja, operacional, tático, operacional-estratégico e estratégico em todas as áreas da Europa”, acrescentou o especialista.
O presidente de Belarus, Aleksandr Lukashenko, havia anteriormente pedido ao líder russo, Vladimir Putin, para colocar em território de Belarus as mais avançadas armas russas, incluindo o sistema Oreshnik.
Putin disse que considera possível a implantação do sistema Oreshnik em Belarus no segundo semestre de 2025.
Foi detido o autor do ato terrorista, recrutado pelos serviços secretos da Ucrânia, que matou o tenente-general Igor Kirillov, chefe das Tropas de Defesa Radiológica, Química e Biológica das Forças Armadas da Rússia, informou o Serviço Federal de Segurança da Rússia (FSB, na sigla em russo).
O Serviço Federal de Segurança da Federação da Rússia, em resultado de medidas operacionais e de investigação realizadas em conjunto com o Ministério do Interior e o Comitê de Investigação da Rússia, identificou e deteve um cidadão do Uzbequistão, nascido em 1995, que detonou um dispositivo explosivo improvisado junto de um edifício residencial na avenida Ryazansky em Moscou, na sequência do qual morreram Kirillov e seu assistente, o major Polikarpov, diz o comunicado da entidade.
De acordo com o FSB, o executor do crime declarou que foi recrutado pelos serviços secretos ucranianos. Em sua missão, ele viajou para Moscou, recebeu um poderoso dispositivo explosivo caseiro e colocou-o em um patinete elétrico estacionado perto da entrada do prédio onde o general morava.
Para vigiar o local onde o general vivia, o suspeito usou um carro alugado em carsharing, no qual colocou uma câmera wi-fi que enviava as imagens aos organizadores do ataque, baseados em Dnepropetrovsk.
Quando foi obtido o sinal de que os oficiais russos estavam saindo do prédio, o artefato explosivo improvisado foi acionado à distância, detalhou o FSB.
De acordo com o Comitê de Investigação da Rússia, na manhã de terça-feira (17), um dispositivo explosivo foi detonado na avenida Ryazansky de Moscou, colocado em um patinete elétrico junto da entrada do prédio onde o general morava.
Serviço de Inteligência russo




