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Ocidente ouviu o sinal da Rússia em relação à implantação de sistema Oreshnik em Belarus

Rússia alerta o Ocidente e Ucrânia

O Ocidente ouviu o sinal da Rússia em conexão com seus planos de implantar o novo complexo de mísseis de alcance intermediário Oreshnik em Belarus, disse o vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, Mikhail Galuzin.

“Certamente que ouviu porque o sinal dado pelo presidente da Rússia na forma de aplicação de teste de combate deste complexo é mais do que claro, mais do que substancial e informativo”, disse o vice-ministro aos jornalistas.

“No Ocidente, tenho certeza, não foi apenas registrado, mas levado muito a sério”, acrescentou Galuzin.

Anteriormente, o presidente russo Vladimir Putin disse que a tecnologia do sistema de míssil balístico não é uma modernização dos antigos sistemas soviéticos, mas sim o resultado do trabalho de especialistas da Federação da Rússia.

O alcance máximo de destruição do Oreshnik é de 5.500 quilômetros, ele desenvolve uma velocidade de até Mach 10 (o equivalente a 12.380 quilômetros por hora) e pode carregar uma ogiva de até uma tonelada e meia.

SÍRIA

O ex-presidente da Síria, Bashar al-Assad, negociou com a oposição armada que deixaria a presidência e sairia do país, informou o Ministério das Relações Exteriores da Rússia no domingo (8).

A Rússia está muito preocupada com os acontecimentos recentes na Síria e conclama a rejeição do uso da violência e a resolução de todas as questões de governança por meios políticos, segundo a chancelaria.

“Como resultado das negociações entre Assad e vários participantes do conflito armado no território da Síria, ele decidiu renunciar à presidência e deixou o país, instruindo uma transferência pacífica de poder”, diz o comunicado.

De acordo com a informação, o lado russo não participou destas negociações.

Contudo, a Rússia está em contato com todas as formações da oposição síria, afirma a chancelaria.

Além disso, Moscou pede respeito às opiniões de “todas as forças etnoconfessionais da sociedade síria” para estabelecer um “processo político inclusivo” no país.

No que se trata das Forças Armadas russas presentes na Síria, o ministério disse que as bases militares russas no território sírio estão em alerta máximo, mas ainda não há ameaças sérias à sua segurança.

Anteriormente, o primeiro-ministro sírio Mohammed Ghazi al-Jalali, que ficou em Damasco, disse que a questão da presença militar da Rússia na Síria vai ser decidida pelas novas autoridades.

SPUTNIK

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