Vladimir Zelensky apenas pode escolher a cor da caneta com que vai assinar o pacto de rendição incondicional, afirmou na rede social X o pesquisador americano Mike Adams comentando a recente declaração do líder ucraniano.
No final de novembro, Zelensky afirmou em uma entrevista ao Sky News que poderia concordar com um cessar-fogo e desistir de alguns territórios em troca da adesão da Ucrânia à OTAN.
“O Z [Zelensky] não tem quaisquer alavancas com a ajuda das quais ele poderia ditar certas condições. Nem mesmo as condições de rendição. A única escolha que a Rússia lhe dará é escolher a cor da tinta na caneta, com a qual ele assinará sua rendição incondicional”, escreveu o especialista.
Em outubro Zelensky apresentou o chamado “plano de vitória” ao parlamento ucraniano. O documento inclui cinco pontos e três anexos secretos.
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O primeiro ponto é a Ucrânia ser convidada a aderir à Organização do Tratado do Atlântico Norte, o que, de fato, foi uma das razões da operação militar especial russa.
O segundo é a Ucrânia ser autorizada a usar armas de longo alcance ocidentais contra territórios russos longe da zona de conflito.
O presidente da Rússia Vladimir Putin disse que isso significaria o envolvimento direto dos países ocidentais no conflito, já que esses lançamentos não podem ser realizados sem a participação de militares da OTAN.
O terceiro é a implantação de um pacote abrangente não nuclear de dissuasão da Rússia em solo ucraniano.
Vladimir Zelensky delineou, na sexta-feira (29), proposta para um cessar-fogo que inclui novos territórios incorporados à Rússia.
Em uma entrevista ao Sky News, Zelensky sugeriu que as áreas atualmente sob controle ucraniano sejam colocadas “sob o guarda-chuva da OTAN [Organização do Tratado do Atlântico Norte]”, permitindo que a Rússia retenha temporariamente o controle sobre novas regiões.
O objetivo final, ele explicou, seria recuperar esses territórios “por meios diplomáticos” em um estágio posterior.
A proposta visa acabar com a “fase quente do conflito” e garantir a segurança da Ucrânia. Zelensky ressaltou a urgência do plano afirmando: “Precisamos agir rapidamente”. Ele enfatizou ainda que um cessar-fogo é essencial.
Retaliação
Na semana passada, o presidente russo Vladimir Putin disse que a Ucrânia atingiu alvos nas regiões de Kursk e Bryansk, no dia 19 de novembro, usando mísseis ATACMS, dos EUA, e Storm Shadow, do Reino Unido.
Putin disse que a Rússia testou com sucesso, na última quinta-feira (21), um novo míssil balístico de alcance intermediário, o Oreshnik, em resposta às ações ucranianas incentivadas pelo Ocidente.
O míssil atingiu um complexo industrial e de defesa na cidade ucraniana de Dnepropetrovsk.
Todos os disparos atingiram o alvo proporcionando a destruição de todos eles.
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