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Centrão cobra ministérios prometidos por ajuda a Lira

Arthur Lira eleito presidente da Câmara

As movimentações de bastidores para que o bloco do Centrão fique com alguns ministérios do governo Bolsonaro ganharam força nesta terça-feira (2), um dia após a vitória de  Arthur Lira na eleição para a Presidência da Câmara dos Deputados.

Após garantirem o apoio ao candidato do presidente, as siglas agora miram o recebimento de pastas como a da Cidadania, da Saúde e da Educação.

Segundo informações do blog da jornalista Andréia Sadi, a “cobrança” do Centrão junto ao Planalto já começou e o grupo cogita até a recriação do Ministério da Indústria , criado em 1960 e extinto durante o mandato do ex-presidente e atual senador Fernando Collor (PROS-AL).

Entre as principais promessas, e a primeira que deve sair do papel, está a passagem do Ministério da Cidadania , hoje ocupado por Onyx Lorenzoni, para o Republicanos, partido ligado à Igreja Universal e “casa” de Flávio e Carlos Bolsonaro .

Ainda de acordo com a publicação, o favorito para o cargo é o deputado federal Marcio Marinho, com Jhonatan de Jesus, atual líder da sigla na Câmara, e João Roma como opções.

Já Onyx seria direcionado à  Secretaria Geral da Presidência da República, que fica no Palácio do Planalto e é comandada interinamente por Pedro César Nunes Ferreira Marques de Souza.

Trecho do primeiro discurso do presidente Lira na Câmara dos Deputados.

Lira disse que começava a presidência com humildade e prometeu absoluta dedicação ao cargo.

“Estou aqui de pé ao lado desta cadeira do presidente ainda vazia, fazendo esse discurso de pé em homenagem a todos os partidos que votaram e os que não votaram em mim”, disse. “Prometo respeitar como presidente as forças vivas desta Casa legislativa.”

Lira afirmou que não se confude com a cadeira de presidente e que jamais irá se confundir. “Sou um deputado igual a todos, não sou e nem serei a cadeira que irei ocupar.” Ao longo da campanha, Lira acusou Maia de personalizar a presidência da Câmara.

No discurso, o novo presidente da Câmara pediu um minuto de silêncio às vítimas de Covid-19 no país e defendeu a democracia como uma construção política. “A Câmara é e sempre foi a espinha dorsal do regime democrático.”

Lira afirmou que o presidente deve ter neutralidade no cargo e olhar para todos os lados do plenário.

“A arquitetura desta casa é clara. Tudo aqui deve ser coletivo, a direção deve ser coletiva”, afirmou, destacando que os Poderes devem atuar com harmonia sem abrir mão da independência.

Lira disse ainda que não cabe ao presidente estabelecer as prioridades dos projetos, e sim aos deputados e à sociedade. “Tenho opiniões, mas, como presidente da Câmara, minha opinião deve refletir a dos demais.”

O novo chefe também fez um aceno a Baleia Rossi (MDB-SP), a quem chamou de amigo talentoso e líder habilidoso, e afirmou que, encerrada a disputa, todos voltam a ser representantes do povo brasileiro.

Também fez elogios a Maia, com quem disse ter discordâncias, mas também pontos em comum.

Com informações Brasil

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