O fogo que destruiu o Museu foi controlado na madrugada desta segunda. Segundo os bombeiros, praticamente tudo foi destruído.
Equipes conseguiram recuperar itens da parte de botânica e alguns documentos. O Museu Nacional tinha acervo de mais de 20 milhões de itens. Entre eles, o crânio de Luzia, fóssil mais antigo das Américas e tesouro arqueológico nacional.
O incêndio começou por volta das 19h30 deste domingo (2). Boa parte da estrutura do prédio era de madeira, e o acervo tinha muito material inflamável.
O fogo se espalhou rapidamente. Segundo a assessoria de imprensa do museu e o Corpo de Bombeiros, não houve feridos.
Diretor do Museu Nacional, Alexandre Kellner, passou parte da noite acompanhando o trabalho dos bombeiros.
O ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, e a presidente do Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Kátia Bogéa, estão a caminho do Rio de Janeiro para acompanhar o trabalho de rescaldo da estrutura do Museu Nacional.
Na manhã desta segunda feira estudantes da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) foram até o Museu Nacional para ver de perto a situação do patrimônio. Algumas pessoas estavam ontem no momento do incêndio, mas voltaram com a esperança de salvar alguma coisa
“É deprimente. A gente perdeu tudo. A gente perdeu o maior acervo da América Latina. A gente perdeu toda a nossa história, e a história que a gente estava construindo. Ontem a gente jogou no jardim o que deu, mas o fogo aumentou, ficou muito quente e a gente teve que sair”, lamentou a geógrafa Patrícia Quadros.
O comandante dos Bombeiros disse que o tempo de duração do trabalho de rescaldo no Museu Nacional ainda não pode ser calculado. Segundo ele, se fosse um prédio normal poderia durar 2 dias. Nesse caso, como é um museu, eles não podem estimar. #G1Rio
Um Meteorito resistiu ao incêndio no Museu Nacional.
O meteorito Bendegó foi uma das poucas peças de todo o acervo que resistiu às chamas. A pedra, que pesa 5,6 toneladas, foi achada em 1784 perto de um riacho no interior da Bahia e levou quase um ano para chegar ao Rio. O meteorito foi levado para o Museu Nacional a mando do Imperador Dom Pedro II em 1888 e permaneceu no local desde então.
O comando do Corpo de Bombeiros informou que a estrutura da fachada do museu está sólida e que não há risco de desabamento.
Com a extinção das chamas, uma equipe dos bombeiros e técnicos do museu estão entrando no prédio para avaliar a extensão das perdas e procurar peças que não tenham sido destruídas.
Esse pode ser considerado o maior desastre cultural do país.
cljornal com informações diversas




