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Juristas cobram de Lula a indicação de uma mulher ao STF

UMA MULHER, INDICAÇÃO, REIVINDICADA

Um grupo de juristas expressou ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva seu descontentamento com os candidatos masculinos cotados para ocupar a vaga de Rosa Weber no Supremo Tribunal Federal (STF), através de uma carta endossada por mais de 60 advogadas e renomadas profissionais do direito, segundo informa a coluna da jornalista Mônica Bergamo.

O manifesto relata um “desconforto extremo” ao ver nomes masculinos emergindo como favoritos para a posição na mais alta corte do país, questionando se ainda é aceitável que os homens continuem a preencher esses espaços, mesmo com mulheres competentes e qualificadas para ocupá-los.

O documento, que será entregue ao presidente Lula, tem recebido atenção especial por ter surgido no meio acadêmico, que geralmente não se envolve em disputas por indicações para o STF.

Professores universitários também demonstraram interesse em apoiar o manifesto, mas, inicialmente, as organizadoras optaram por reunir apenas mulheres.

Uma das responsáveis por essa mobilização é a jurista e professora da PUC-RJ, Gisele Cittadino, que é bem-vista por Lula.

Ela também faz parte do grupo Prerrogativas e foi uma das primeiras a questionar legalmente a prisão do petista, decretada pelo então juiz Sergio Moro.

Cittadino recorda das noites em que discutiu a sentença de Moro e se engajou em debates sobre o caso com a jurista Carol Proner, abrindo espaço para pessoas de todo o país em busca de uma alternativa para Lula.

Cittadino afirma não ter interesse em deixar sua carreira acadêmica para assumir uma posição no STF, o que ela já comunicou a Lula. No entanto, ela faz questão de se juntar ao coro que solicita a nomeação de uma mulher para substituir a ministra Rosa Weber em outubro.

A jurista destaca três nomes que, em sua opinião, seriam excelentes candidatas: a promotora de Justiça Ana Cláudia Pinho, apoiada pelo jurista italiano Luigi Ferrajoli; a desembargadora Simone Schreiber, do Tribunal Regional Federal da 2ª Região; e a desembargadora Sayonara Grillo, do Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região.

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