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Empresário condenado por falsificar remédios é morto a tiros

Carro importado onde estava o motorista que foi assassinado Foto: Alba Valéria Mendonça

O empresário Miguel Ângelo Santos Jacob, de 57 anos, foi morto a tiros dentro de um carro na Rua Rino Levi, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio, no início da tarde desta quarta-feira (6). O crime aconteceu em frente ao Colégio Santo Agostinho, um dos mais tradicionais e caros da região, e à Escola Municipal Albert Einstein, dentro do condomínio Novo Leblon. Segundo as primeiras informações dos investigadores, há indícios de execução.

Testemunhas contaram que ouviram muitos tiros e que houve correria. A vítima tinha deixado o filho no colégio ao lado de sua mulher, Joana D’arc Batista, de 40 anos, quando criminosos abordaram o veículo e fizeram vários disparos. Pelo menos 14 cápsulas foram encontradas pela polícia no entorno. Agentes da Divisão de Homicídios investigam o assassinato.

Joana também foi atingida por disparos e levada para o Hospital Lourenço Jorge. Um dos filhos do casal, de 5 anos, também estava no carro e não se feriu. Ele foi levado para casa de parentes, junto com o filho mais velho, de 8 anos, que havia sido deixado no colégio.

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, o estado de saúde de Joana é estável, mas ela permanecerá em observação e não há previsão de alta. A vítima foi atingida por três disparos na perna direita, mas nenhum dos projéteis ficou alojado no corpo e, por isso, não há indicação de cirurgia. Ela deve ser transferida para um hospital particular ainda nesta quarta.

A polícia ja colheu o depoimento de Joana, ainda no hospital, mas ainda pretende falar com ela novamente quando receber alta.

Condenação por falsificação
Advogados da família, no local, informaram que Miguel era empresário do ramo de medicamentos. Ele foi condenado, em 2015, a 11 anos e 8 meses de prisão por um esquema de falsificação de remédios contra o câncer. Na sentença, o juiz concede a ele e outros três réus envolvidos o direto de recorrer em liberdade.

Segundo as investigações, Miguel era dono de uma empresa que falsificava e distribuía o remédio Glivec, para tratar leucemia. Cada caixa chegava a custar R$ 10 mil, mas como não possuía o princípio ativo do original, colocava pacientes em risco. A quadrilha foi descoberta em 2007, em investigação da Polícia Federal.

Miguel Ângelo foi morto a tiros na Barra da Tijuca (Foto: Divulgação)
Miguel Ângelo foi morto a tiros na Barra da Tijuca
(Foto: Divulgação)

A polícia apura também se um roubo sofrido por Miguel Ângelo Santos Jacob, de 57 anos, no início de março, pode ter ligação com a execução a tiros do empresário.

Alba Valéria Mendonça, Lívia Torres e Janaína Ferreira

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