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Empresário Thiago Brennand foge do Brasil antes de ser denunciado pelo MP

Empresário Thiago Brennand foge do Brasil

A Polícia Civil finalizou na última quarta-feira (31) o inquérito a respeito do empresário que agrediu uma mulher dentro de uma academia de luxo em São Paulo (SP). Ele não foi indiciado.

Em nota, a Secretaria da Segurança Pública afirmou que o delegado optou por não indiciar o empresário por se tratar “de crimes de menor potencial ofensivo”. Ele foi investigado por lesão corporal, injúria e ameaça.

O inquérito foi encaminhado ao Ministério Público e à Justiça, que podiam pedir novas diligências da polícia, abrir o processo ou arquivar.

O MP finalmente decidiu denunciar Thiago Brennand Fernandes Vieira nesta segunda-feira (5), mas o empresário fugiu do Brasil horas antes.

A denúncia oferecida pelo MP é por lesão corporal e corrupção de menores. Em 3 de agosto, câmeras de segurança filmaram o empresário agredindo uma modelo em academia de luxo no shopping Iguatemi, na capital paulista.

A Polícia Federal confirmou que o empresário passou pela imigração à 00h10 de domingo (4). O destino dele, no entanto, não consta no registro.

Na denúncia feita pelo promotor Bruno César Cruz de Assis, a “condição financeira avantajada” de Thiago Vieira foi usada como argumento para pedir à Justiça que apreendesse o passaporte e o obrigasse a manter seu endereço atualizado nos autos do processo.

O promotor também pediu que a Justiça determine o pagamento de R$ 100 mil por danos morais à modelo Alliny Helena Gomes, 37, vítima das agressões de Thiago, além de medidas protetivas para mantê-lo afastado dela.

Neste domingo (4), o “Fantástico”, da TV Globo, apresentou novas denúncias contra Thiago Vieira, com base em entrevistas de mulheres, um primo e funcionários de estabelecimentos frequentados por ele.

O primo Jason, que tem câncer, afirmou que Thiago mandou entregar um caixão e uma coroa de flores em sua casa. Jason afirma que a implicância de Thiago com ele se dá porque ele nunca “engoliu” as ameaças do primo.

“Meu tio e minha tia, que são meus padrinhos, sofrem com esse cara há muito tempo”, relata.

RPP

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