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Congresso dá maioria a Lula, mas também reforça o bolsonarismo radical

Congresso Nacional

Os deputados federais e senadores que tomam posse nesta quarta-feira (1) têm majoritariamente um perfil conservador, de forma que reforçam no Legislativo as bases fiéis a Jair Bolsonaro (PL).

 Segundo cálculo da Folha de S. Paulo, o presidente Lula (PT) – contando com os parlamentares de esquerda e com os partidos de centro e direita atraídos por ele por meio de negociação política – terá o apoio de 287 deputados e deputadas e de 47 senadores e senadoras. Com isso, o presidente garante a maioria nas duas Casas.

O problema é que uma base deste tamanho é insuficiente para aprovar emendas à Constituição. Para isso, Lula precisa de 308 favoráveis na Câmara e 49 no Senado.

O PL de Bolsonaro conseguiu formar a maior bancada na Câmara: 99. O mais votado foi o agora ex-vereador de Belo Horizonte (MG) Nikolas Ferreira, que recebeu 1,4 milhão de votos.

Por outro lado, PP e Republicanos, partidos do Centrão que integraram a base do governo Bolsonaro, tiveram queda em suas representações. Por esta razão, o número de aliados de Bolsonaro no Congresso permaneceu semelhante à legislatura anterior, com um ligeiro reforço da ala mais radical.

O PT de Lula também cresceu, passando de 56 para 68 deputados e deputadas.

“Com a queda de desempenho de outras legendas da esquerda, porém, em especial o PSB, seu arco histórico de alianças também permaneceu estagnado, em cerca de um quarto das 513 cadeiras”, diz a reportagem.

Reuters

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