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Um ponto de vista pessoal sobre o conflito entre Rússia e Ucrânia por Carlos Lima

Rússia e Ucrânia

Não tinha escrito ainda sobre o conflito armado envolvendo a Rússia e a Ucrânia. Passado um ano sem perspectiva de paz e inquestionável agravamento dessa guerra fomentada pelo Ocidente sob o comando dos EUA e da OTAN, podermos afirmar que suas raízes se originam na convicção de que a Rússia foi vencida durante a guerra fria e que se mantinha fragilizada diante do império supostamente construído pelos EUA e a OTAN e que se consideravam vencedores.

Com essa visão equivocada, acreditavam que as fronteiras da Rússia e a Ucrânia seriam permanentemente uma zona sob sua influência militar, por serem os vencedores e os donos da economia mundial.

Jamais esperavam que os russos tentassem qualquer tipo reivindicação territorial por uma ação militar de defesa dos seus interesses como nação. Qualquer ação nesse sentido estaria ferindo o domínio econômico e militar dos reais objetivos dos EUA e do seu comandado a OTAN.

Putin respondeu bravamente ao Ocidente que se reconhecia como dono da verdade e belicamente como único a realizar agressões militares para manter a sua hegemonia no mundo.

A Rússia enxergou a estratégia dos americanos que dominam a Europa e que estrategicamente se voltava para a Ucrânia como forma de provocar um xeque-mate na Rússia.

Os russos se viram ameaçados, se preparam para um provável confronto. Uma vez que a Ucrânia seria o ponto de partida do Ocidente.

Não russos não tiveram outra escolha, após várias tentativas de solucionar as questões diplomaticamente. Como última medida, passaram a defender os interesses do país pela desmilitarização e desnazificação da Ucrânia. Fato que reforçaria a segurança de suas fronteiras.

O capitalismo americano não aceitou o crescimento econômico da Rússia. Os EUA que comanda os objetivos da Aliança do Tratado do Atlântico Norte – OTAN tem por prioridade manter a Rússia fora da Europa e submissa.

Mesmo sabendo que Ucrânia fez parte da Rússia por mais de 300 anos e as ligações culturais, a composição étnica e mentalidade são infinitamente próximas, se infiltrou provocando o início do conflito e abastecendo o país com armas e munições, prologando o sofrimento do povo ucraniano para defender seus interesses de domínio.

Ou seja, o EUA está dentro da Europa, a Rússia fora e a Ucrânia é a porta de entrada para a dominação do território Russo.

Uma das provas mais contundentes foi publicada pelo renomado jornalista investigativo Seymour Hersh, no dia 08 de fevereiro, no (How America Took Out The Nord Stream Pipeline) narrando de forma minuciosa o momento em que a Marinha americana bombardeou o Nord Stream, obra de engenharia russo-alemã (Gazprom) que proporcionava Alemanha importar o gás natural russo a preços mais baixos e transporte mais eficiente e seguro ao gás importado dos EUA.

Foi uma surpresa inesperada que destruiu o não envolvimento dos EUA na guerra travada no território ucraniano, além de colocar a Europa dependente do gás americano.

O processo americano na Ucrânia se avolumou com Volodymyr Zelensky, comediante conhecido como marionete dos EUA-OTAN, esse foi o primeiro passo para a guerra. Resumindo, o partido da paz na Ucrânia foi considerado traidor e o partido neonazista trilhou o caminho da guerra.

Nessa guerra os russos estão defendendo-se da fome de poder dos EUA. Com certeza não vão perder, em um ano de conflito já venceram as sanções impostas pelo ocidente e mantem um bloco de fortes aliados consolidado.

Na busca da verdade só existe dois caminhos: no primeiro você vai a fundo, no segundo você nem tenta. Confúcio

Carlos Lima

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