
HOMENAGEM: AO GRANDE AMIGO ALDO MARINHO
Meu pai em vida pediu-me para homenagear um grande amigo que esteve com ele em vários momentos da vida e em especial nestes últimos dois

Meu pai em vida pediu-me para homenagear um grande amigo que esteve com ele em vários momentos da vida e em especial nestes últimos dois

Não Encontrei Estou Não estou O tempo passou É descolorido Cheguei Não cheguei O tempo passou Não deveria ter chegado Mudou Não é mesmo

Meu irmão Carlos Lima Meu irmão, só hoje tomei conhecimento de sua enfermidade e internamento. Ao saber de sua condição de saúde senti alguma apreensão.

VIR-A-SER Sem saber o ar aprisionar O balão da existência deriva Incontável quem somos Inidentificável para onde vamos Perca da razão do sonar Do ser

A noite clara da escuridão Um corredor de assombrar No final uma porta sem chave De cimento um banco abrasador Ornado por uma estrada

Humanos Não permutamos espiritualidade O conhecimento é individual O ser não é casualidade Único A morte é o igual Carlos Lima

O oposto imaginado O quadro do sentimento Exposto na janela do quarto Motiva a decepção Abrindo-se ao sofrimento Apedrejando os suspiros de prazer Diante

Insegurança Na madrugada as sirenes Cortam o silêncio da cama Ferem a esperança da alma Maltratam o palhaço circense Matando o sorriso da vida A

O mar entorpece O amor aos mares e oceanos Nos divide Ao refletir nosso masoquismo Embalados pela suave brisa De cantantes ondas Que

A dor do fim Tão perto Tão distante O que se pena saber Razão e coração Tão vivo como Sol Que nasce e morre