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Carlos Lima

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O nada no cosmos

O nada no cosmos Diante do Infinito Universal A vida é um esperar Que não acontece Nada temos para agradecer Em nosso vago marco temporal

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Ser civilizado

  Ser civilizado Na construção do Ser A vaidade destrói princípios Atropelando harmonia da vida Se sente inteligente Em abraçar o genocídio Para destruir o

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Fatalidade

  Fatalidade   Uma gota d’água Não atravessa incertezas Atravessado de mágoas Nas realidades duvidosas Teu corpo fugiu da alcova Para desespero do amor e

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Natureza morta

Natureza morta Os grilos cantam Apelos Vagalumes iluminam Os caminhos Escondidos da vida Os pequenos relâmpagos Lhes norteiam a ida Seus elos não são correntes

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Terra

 Terra Terra ninho da humanidade Humano que ignora sua beleza Homeopático na rejeição da benignidade  A faz condomínio apocalíptico Desconhece o tempo existencial Na morte

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Voltando ao pó

Voltando ao pó   Na penumbra do nevoeiro Se arrasta os disfarces A imaginação do narcisista Constrói vaidades Falsamente se expressa Humanista Verdade vos digo

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Susto surpresa

Susto surpresa Foi um urro no deserto Foi um sussurro na brisa Foi um espanto Sem tempo para pensar Foi rápido sim Talvez magia Mesmo

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O QUÊ

O QUÊ Quando você escolhe E desanda Barafunda o Psiquê A ânsia  se amplia A procura desgasta Jamais alcançada Volúpia expande não encolhe Tenta não

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Pontuar e Pensar

Pontuar e Pensar   Olhar de luz Magnitude da expressão Orgulho do EU Domos Domos Vida vinda e ida De razão duvidosa Maldito expectro De