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Carlos Lima

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A digital da vida

A digital da vida   É uma vida hexagonal Nada chega subitamente Não adianta imaginar O suspiro não é normal Os ângulos capciosamente Aprisionaram o

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Distante do pomar

    Distante do pomar   Na doutrina do alface Tuas palavras não desce Um dia desses Sem revolta Talvez desconheça que erras Que evapora

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SERTANEJO

  SERTANEJO O condutor da caçoa É caçoado Ignorado menosprezado Vítima da impessoalidade No sofrimento d´água Sertão esquartejado Forja a fibra do ser Burro não

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Mesmice

  MESMICE   Mesmo no século XXI Da tecnologia Religião Carnaval São João Intercorrem sendo Ópio Para o povo Carlos Lima

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Poesia

  POESIA   Poesia é o fantasiar Sonhar de dedicar-se a amar Encontrar a Pureza No lodaçal da vida E não se perder Na multidão

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Não sabendo enxergar

Não sabendo enxergar   Nos domínios da razão A ilusão O pensamento  objetiva Verdades Na imensidão do ser Eis a formação do refletir Que fecunda

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Diante outros

  Diante outros Os homens diante de outros Animais se consideram Deuses Verdade Observando suas vidas Na perspectiva do Universo Ainda são aqueles outros Animais

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Continua o mesmo

  Continua o mesmo O histórico nazista Cultiva ser narcisista dissimulado escravocrata esculpido de neutrino como imenso centrino Para gerar fusão de expressivos rancores Nunca

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Cada um cada qual

    Cada um cada qual Chorar sim melhor sem testemunhas Chorar sim no silêncio de algum dia Lamentando recordações só minhas Desacreditando em proclamados

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A ilusão de ser forte

  A ilusão de ser forte   Uma dor escondida no passado Não cria um presente atormentado Nem a luz transborda de felicidade Tão pouco