Tempo - Tutiempo.net

Carlos Lima

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Poeira

  POEIRA   O tempo não espera a vida Nós corremos atrás dela Não há esperança de vitória Apenas dor alegria e sofrimento Sua finitude

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DISSABOR

  DISSABOR   Existem lojas sem generalizar Desprezando trabalho na Pedra Bruta Formando cordeirinhos para se materializar Suas portas de fecham na labuta Em formação

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Uma questão de Bico

Uma questão de Bico Não é o triste fim de Policarpo Quaresma Foi na quaresma que tudo aconteceu Já se passaram mais de um ano

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AS TOALHAS E AS COSTAS

  As toalhas e as costas   Não incomoda o outro Do outro lado A genialidade do outro A falta de clemência de Clemente Não

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Martelando o tempo

  Martelando o tempo   Não queria Mas estamos de partida Que palavra doída Alegria sem nenhuma motivação Findando uma vida planejada É um fio

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Morrer antes de nascer

  Morrer antes de nascer   Em muitas uma só vida A dor é avalanche na lida Que marca que alimenta A triste ilusão Para

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Todos os dias, Dia das Mães

  Mamãe  A simplicidade, amor, carinho e bondade, eis a minha forja. Estou pensando em minha mãe. Na minha saudade. Na falta que faz. No

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DESCONSTRUÍDA

  DESCONSTRUÍDA Inquestionavelmente Somos um corpo Saturados de divas de egoístas Averso ao desprezo Indistintamente Um pingo no copo O transforma pelo avesso Que saudade

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O IMPLORÁVEL

O IMPLORÁVEL Não adianta fechar a mão O tempo escapa entre os dedos É volátil Nada é lento nesse Panteão Sempre na direção do fim