Vernissage da insensatez
De vez em vez o mar
Na sua quebração
Consegue cuspir e vomitar
Expondo
Das suas entranhas
Os despejos da vida humana
Que brilhantemente
Criou inteligência artificial
Mas não educa a sua
Deixando a vida nua
Margens
Onde o mar afaga a terra
E faz vernissage de dor
Revolta e horror.
Carlos Lima




