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poesia

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O buraco negro

  O buraco negro   As cinzas do tempo Nublam a memória Transfiguram o espaço Nem uso sapato Esqueci a confraria A vida metamorfoseada Perde

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Chegou e não dói

Chegou e não dói Pedir nada posso Apenas desanuviar Mesmo chupando osso Branco preto pardo cafuzo No cerne da sardinha Jamais arrotaremos caviar Não diz

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A idade

  A idade Minha fofinha Você sempre foi e será meu amanhecer. Minha vida. Que idade essa que falas. Não entendo disso Já viste o

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O ‘Eu’ filosófico

  O ‘Eu’ filosófico O comedimento do silêncio Não significa aceitação A tenaz defesa do pensamento Não significa imposição Pode ser o prelúdio do pensar

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O sal que salga vidas

O sal que salga vidas O lado negativo da vida é não desfrutar do amor, Verdadeiro. Idílios ocasionais não são amores, Para que mentir. Os

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Vida aprisionada

  Vida  aprisionada   Quando eu não era Nada sabia nem tinha Hoje tenho e ainda não sei Nos andados me perdi Na paixão não

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Perene solidão

Perene Solidão   O caminho da razão Implora perene solidão Como o ouvido a zumbir Incomoda mais acostuma Quisera poder dizer Simplesmente Não mais ouvir

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A ignávia humana

A ignávia humana A ave que o tiro matou Não machucou Aquele que disparou Sem Langor Não arrependeu ou recuou Assimilava Sem mãos postas O

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O impossível foi possível

    Cirurgia   Não acreditava que andar Sobre as nuvens é macio Tão leve que faz chorar Em pé ao lado um vício Vi

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Arfada de Elpis

Arfada de Elpis   Estão a azougar loucuras e desgraças Que são humanizadas e socializadas De sobejos sem ‘graças’ OH! Deus livra-nos das duras penas