
O buraco negro
O buraco negro As cinzas do tempo Nublam a memória Transfiguram o espaço Nem uso sapato Esqueci a confraria A vida metamorfoseada Perde

O buraco negro As cinzas do tempo Nublam a memória Transfiguram o espaço Nem uso sapato Esqueci a confraria A vida metamorfoseada Perde

Chegou e não dói Pedir nada posso Apenas desanuviar Mesmo chupando osso Branco preto pardo cafuzo No cerne da sardinha Jamais arrotaremos caviar Não diz

A idade Minha fofinha Você sempre foi e será meu amanhecer. Minha vida. Que idade essa que falas. Não entendo disso Já viste o

O ‘Eu’ filosófico O comedimento do silêncio Não significa aceitação A tenaz defesa do pensamento Não significa imposição Pode ser o prelúdio do pensar

O sal que salga vidas O lado negativo da vida é não desfrutar do amor, Verdadeiro. Idílios ocasionais não são amores, Para que mentir. Os

Vida aprisionada Quando eu não era Nada sabia nem tinha Hoje tenho e ainda não sei Nos andados me perdi Na paixão não

Perene Solidão O caminho da razão Implora perene solidão Como o ouvido a zumbir Incomoda mais acostuma Quisera poder dizer Simplesmente Não mais ouvir

A ignávia humana A ave que o tiro matou Não machucou Aquele que disparou Sem Langor Não arrependeu ou recuou Assimilava Sem mãos postas O

Cirurgia Não acreditava que andar Sobre as nuvens é macio Tão leve que faz chorar Em pé ao lado um vício Vi

Arfada de Elpis Estão a azougar loucuras e desgraças Que são humanizadas e socializadas De sobejos sem ‘graças’ OH! Deus livra-nos das duras penas