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poesia

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Olhos brilham

  Olhos brilham Nem sempre Olhos brilham Pelos teus A claridade Das mágoas Do teu viver Não pura Nem cristalina Difícil enxergar Assim Fácil enganar

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ZONA NO TAMARINO

  ZONA NO TAMARINO   No quarto maltratado Surrado Um homem uma mulher Muito suor No canto da cama Madeira da forma Mesinha Sem arder

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Falso beijo

  Falso beijo   Eis-me aqui De corpo e alma Inteiro Vem Escorrega languidamente Em sua intensa Procura do prazer Vem machuque Dá-me Teu falso

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Melhor sono é sonhar

  Melhor sono é sonhar   O sono desperta o inatingível Pode ser outra vida Quanto mais profundo Mais inimaginável Sonhar e amar não é

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Corpo de mulher

  Corpo de mulher   Exuberante É o teu corpo Vestido é provocador Despido é destruidor Com ângulo inobsceno No vértice das coxas Escraviza-me Carlos

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RASGANDO O PEITO

  RASGANDO O PEITO   Porque não posso Está contigo A distância não é disso É lamento não sossego Quem dera ser alado Rasgar as

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O jardim

  O jardim   É belo O jardim Frio no inverno Triste e congelante O vermelho Não mais existe Nas manhãs Pétalas de icebergue No

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Poeira da vida

  Poeira da vida   No universo há vida De ser micro De divas e egoístas Que se reproduzem Não criem expectativas Nada de macro

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Simples

  Simples   Meu Deus Quero apenas sair Sem destino caminhar Mudar de ambiente Não escolher lugar Respirar olhares Imaginar amores Sonhados Chutar o Balde

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Passagem curta

  Passagem curta   Pontue e penteiem Os desejos Paixões Sonhos Emoções Tão imaginável Real ou irreal Atolado de gente Sinta como afaguei   A