
Olhos brilham
Olhos brilham Nem sempre Olhos brilham Pelos teus A claridade Das mágoas Do teu viver Não pura Nem cristalina Difícil enxergar Assim Fácil enganar

Olhos brilham Nem sempre Olhos brilham Pelos teus A claridade Das mágoas Do teu viver Não pura Nem cristalina Difícil enxergar Assim Fácil enganar

ZONA NO TAMARINO No quarto maltratado Surrado Um homem uma mulher Muito suor No canto da cama Madeira da forma Mesinha Sem arder

Falso beijo Eis-me aqui De corpo e alma Inteiro Vem Escorrega languidamente Em sua intensa Procura do prazer Vem machuque Dá-me Teu falso

Melhor sono é sonhar O sono desperta o inatingível Pode ser outra vida Quanto mais profundo Mais inimaginável Sonhar e amar não é

Corpo de mulher Exuberante É o teu corpo Vestido é provocador Despido é destruidor Com ângulo inobsceno No vértice das coxas Escraviza-me Carlos

RASGANDO O PEITO Porque não posso Está contigo A distância não é disso É lamento não sossego Quem dera ser alado Rasgar as

O jardim É belo O jardim Frio no inverno Triste e congelante O vermelho Não mais existe Nas manhãs Pétalas de icebergue No

Poeira da vida No universo há vida De ser micro De divas e egoístas Que se reproduzem Não criem expectativas Nada de macro

Simples Meu Deus Quero apenas sair Sem destino caminhar Mudar de ambiente Não escolher lugar Respirar olhares Imaginar amores Sonhados Chutar o Balde

Passagem curta Pontue e penteiem Os desejos Paixões Sonhos Emoções Tão imaginável Real ou irreal Atolado de gente Sinta como afaguei A